Donald Trump: “Irão inteiro pode ser eliminado numa noite, e essa noite pode ser amanhã à noite”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma conferência de imprensa para voltar ao tema do resgate de dois oficiais cujo avião foi abatido pelos iranianos e que se haviam perdido no território daquele país. Antecipando que o resgate passará a constar dos livros de história dos Estados Unidos em pouco tempo, Trump voltou a explicar o que foi feito para resgatar os dois soldados e repetiu que os envolvidos e o material utilizado são o melhor que há no mundo. A operação, que o Irão negou ter acontecido, acabaria por correr bem, sem que ninguém tivesse ficado ferido.
Mais estranha foi a declaração de Trump segundo a qual vários iranianos estariam do lado dos dois soldados norte-americanos – mas sem perder tempo a explicar de que forma esse apoio se efetivou, ou mesmo se se efetivou.
No meio da história recontada, Trump deixou escapar – não com certeza por acaso – a frase que os analistas esperavam: “o Irão inteiro pode ser eliminado numa noite, e essa noite pode ser amanhã à noite”, afirmou, recordando assim que sobre o regime de Teerão paira a possibilidade de, não abrindo o Estreito de Ormuz à passagem de navios, obliteração total.
Mais à frente diria que os helicópteros usados no resgate foram “reconstruídos em menos de dez minutos” – ou pelo menos um deles, devido a uma circunstância que não ficou bem explicada. Seja como for, Trump não se esqueceu de divulgar que a construção daquele tipo de aeronaves demora, em fábrica, vários dias. O que Trump não quis recordar foi o facto de o avião ter sido abatido seis horas depois de ter afirmado que o Irão tinha deixado de ter qualquer infraestrutura aérea. “God was watching us, amazing”, afirmou. Para depois acusar a comunicação social de ter exposto a existência de um segundo piloto depois de o primeiro ter sido resgatado. Trump acusou essa comunicação social – que disse saber qual é – de ter colocado a vida de muitas pessoas em perigo e que agora é tempo de ir ao encontro dessa ‘garganta funda’ para a colocar na prisão.
“Ordenei às Forças Armadas dos EUA que fizessem tudo o que fosse necessário para trazer os nossos bravos guerreiros de volta para casa. Uma decisão arriscada, porque poderíamos ter acabado com 100 mortos, em vez de um ou dois”, disse Trump. “É uma decisão difícil de tomar, mas nas Forças Armadas dos Estados Unidos, não deixamos nenhum americano para trás. Não fazemos isso. “Trump disse ainda que a CIA foi fundamental para todo o plano de resgate. Foi depois a vez de a CIA contar a sua versão da história, que coincidia com a de Trump. De seguida, houve ainda tempo para Peter Brian Hegseth, ex-comentador televisivo e atual secretário de Estado da Defesa, contar uma terceira vez a história do resgate – que coincidia com as duas anteriores – tendo também dito que “God is good”. Mesmo o principal responsável pelo sucedido não foi Ele, mas sim, afirmou, Donald Trump.
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