500 anos depois do primeiro contacto, portugueses levam sol ao Japão
Os portugueses foram os primeiros europeus a ter contacto com o Japão. Os primeiros lusos foram comerciantes cerca de 1540 que faziam negócio entre a China e o Japão.
Para a história, ficou a introdução da espingarda pelos portugueses no país. Os xoguns (líderes militares) ficaram impressionados: a arma de fogo era desconhecida no país.
A tecnologia acabou por revolucionar a forma de combater entre senhores feudais. Ao dar vantagem a uns, acabou por ajudar na união do país.
Anualmente, na ilha de Tanegashima é celebrado o Teppo Matsuri (festival da espingarda), que é conhecida no Japão por Tanegashima por ter sido o local onde os portugueses introduziram a arma.
500 anos depois do primeiro contacto entre Portugal e o Japão, há outros portugueses a levar o sol ao país do sol nascente.
A EDP anunciou esta quinta-feira que vai construir uma central solar de 28 MWp na cidade de Motoyoshi, na província de Miyagi.
O projeto vai contar com mais de 42 mil painéis solares em 48 hectares para produzir 33 GWh e energia verde. A companhia assinou um contrato de longo prazo com uma tecnológica global, não revelando o seu nome.
Deverá entrar em operação em 2028, evitando a emissão de 15 mil toneladas de CO2 por ano.
A EDP já conta com 1,7 gigas de renováveis em desenvolvimento até 2030, “com foco em projetos solares de grande escala instalados no solo e em sistemas de armazenamento de energia em baterias”.
O Japão é um dos “principais mercados de crescimento no plano de negócios da EDP 2026-2028 para a Ásia-Pacífico e a empresa está concentrada na expansão de projetos que reforcem a resiliência energética do país e diversifiquem o mix de produção doméstica nas próximas décadas. Assim, a EDP está a acelerar as operações neste mercado e tem mais de 500 MW em desenvolvimento no país”.
A companhia portuguesa já conta com mais de 16 gigas em PPA assinados a nível global. “No Japão e noutras regiões, a EDP trabalha de forma próxima e como consultora energética de confiança, estruturando PPA personalizados e disponibilizando um portefólio alargado de soluções energéticas concebidas para apoiar as estratégias de descarbonização das diferentes empresas, requisitos operacionais e objetivos empresariais de longo prazo”.
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