ITQB NOVA e IPO Lisboa juntam forças contra o cancro da mama agressivo
Investigadores do ITQB NOVA, em colaboração com o IPO Lisboa, vão procurar novos marcadores para acompanhar a evolução dos tipos mais agressivos de cancro da mama e ajudar a personalizar o tratamento, estudando como os tumores “desligam” o sistema imunitário.
Este é o propósito do projeto BRIDGE, selecionado no âmbito dos Lighthouse Projects (LHP) 2025 do iNOVA4Health, que promove a articulação entre a investigação fundamental, a tecnologia e a prática clínica e apoia projetos com forte potencial translacional.
“Já identificámos como os tumores comunicam com certas células do sistema imunitário para se protegerem. Com o BRIDGE, queremos validar estas descobertas em amostras de doentes e traduzir este conhecimento em aplicações clínicas”, explica Catarina Brito, líder do laboratório de Modelos Celulares Avançados no ITQB NOVA.
Os investigadores vão procurar sinais biológicos mensuráveis no sangue, nos tecidos ou noutras amostras, que ajudem a monitorizar a doença e a adaptar o tratamento a cada doente. O foco vai recair, em particular, sobre pequenas moléculas presentes na superfície das células do microambiente tumoral, estudando de que forma estas se relacionam com a capacidade do tumor para “desligar” o sistema imunitário.
O projeto tem a duração de dois anos e vai receber um financiamento de até 75 mil euros para acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras para o propósito a que se destina.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, só em 2022 a doença afetou cerca de 2,3 milhões de pessoas e matou aproximadamente 670 mil. Ainda assim, não existem formas concretas de prever como evoluem os subtipos mais agressivos e difíceis de tratar.
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