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Destituição de um presidente inapto foi prevista a pensar em Trump, destaca ex-diretor da CIA

Destituição de um presidente inapto foi prevista a pensar em Trump, destaca ex-diretor da CIA

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar”: a 7 de abril, Trump escreveu na rede social “Truth Social” uma frase que pode marcar o segundo mandato como presidente dos EUA. Em forma de ultimato ao Irão, Trump ter-se-á excedido, na opinião de um antigo diretor da CIA.
John Brennan, que chefiou a CIA entre março de 2013 e janeiro de 2017, juntou-se ao coro de personalidades norte-americanas que consideram que Donald Trump não está em condições de exercer o cargo e deu esse ultimato como exemplo último de que o republicano não pode continuar à frente da Casa Branca. E vai mais longe: a 25ª Emenda da Constituição dos EUA “foi escrita a pensar em Donald Trump”.
A 25ª Emenda da Constituição dos EUA é o mecanismo que prevê a destituição de um presidente considerado inapto para exercer as suas funções. O debate sobre a possibilidade de invocá-la ressurgiu nos EUA após novas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, relacionadas ao conflito com o Irão.
John Brennan chefiou os destinos da agência de inteligência norte-americana durante a presidência de Barack Obama, disse à “MS Now”, este sábado, que os apontamentos de Trump sobre o que faria ao destino da civilização iraniana e o perigo que isso representa, deveria obrigar a uma reflexão séria sobre a destituição do republicano.
“Esta pessoa é claramente desequilibrada”, alertou. “Creio que a 25ª emenda foi escrita com Donald Trump em mente”. Brennan acrescentou que Trump representa um risco demasiado grande para continuar a ocupar a posição que ocupa, mencionando ainda o imenso poder de fogo que tem à sua disposição, incluindo o arsenal nuclear dos EUA.

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