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Independência de Ormuz valoriza mercados latino-americanos como o Brasil

Independência de Ormuz valoriza mercados latino-americanos como o Brasil

O bloqueio no Estreito de Ormuz, como consequência do conflito no Médio Oriente e que poderá ser agravado com a intenção de Donald Trump em controlar esse fluxo (fruto do fracasso nas negociações), está a ser uma “pedra no sapato” nas economias ocidentais mas representa uma valorização nos mercados latino-americanos, como é o caso do brasileiro.
Sem a preocupação relativamente ao estreito por onde passa um quinto do gás e petróleo transacionados a nível mundial, as bolsas latino-americanas estão a destacar-se pela sua resiliência, algo que contrasta com os principais índices a nível mundial, sobretudo os europeus e asiáticos.
E o efeito nos mercados é bem visível. O MSCI Emerging Markets Latin America Index, índice de ações que representa o desempenho de empresas de grande e média capitalização em mercados emergentes da América Latina, e que mede a evolução de Brasil, Chile, México, Colômbia, Peru e Argentina (com 85% de capitalização de mercado), acumula uma subida de 19,5% desde o início do conflito (28 de fevereiro), algo que contrasta com o índice MSCI World, que mede o desempenho dos países desenvolvidos.
“Os países latino-americanos —muitos dos quais são exportadores líquidos de energía— estão muito menos expostos, o que ajudou a suster tanto as suas bolsas, como a sua dívida”, destacam os especialistas da BlackRock numa comparação a outras economias emergentes.
Enquanto que países como Vietname e Índia importam 60% do crude que consomem de Ormuz, a cifra está abaixo de 20% para Brasil e México, que são os mercados de capitais de maior destaque do Novo Continente.

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