Exportações da China sustentam crescimento no trimestre
Os dados mais recentes da economia da China “apontam para uma resiliência sustentada por fortes exportações. A produção industrial, nomeadamente o investimento, surpreendeu pela positiva”, refere um ‘research’ da Generali Investments assinado pelo analista Guillaume Tresca.
O crescimento do crédito estabilizou e as pressões inflacionistas estão gradualmente a estabelecer-se, embora permaneçam moderadas. “A composição do crescimento, no entanto, ainda está desequilibrada e o setor imobiliário continua a apresentar um desempenho inferior”.
Neste contexto, “revemos a nossa previsão de crescimento em baixa, para 4,5%, refletindo a nova meta de crescimento mais flexível de 4,5% a 5%, um défice orçamental estável e o impacto do choque petrolífero”. O novo plano quinquenal sugere que os decisores políticos estão preparados para tolerar um crescimento mais lento se isso apoiar o reequilíbrio económico.
O efeito da subida dos preços do petróleo deverá ser mais contido do que para outros países asiáticos, “com a maior parte do impacto na inflação, que agora projetamos em 1,2% em 2026. A China é menos dependente do petróleo do que outros países asiáticos: o petróleo representa 30% da sua matriz energética, e o petróleo iraniano continua disponível”. Os preços domésticos do petróleo são limitados e, dada a inflação já baixa, o impulso atual é controlável, refere Guillaume Tresca.
Em relação ao conflito com o Irão, “a China tem-se mantido discreta”. “Não prevemos avanços significativos” no encontro entre os presidentes chinês, Xi Jinping, e norte-americano, Donald Trrump – adiado para meados de maio – “mas sim um acordo limitado sobre as importações agrícolas, terras raras ou exportações de chips”.
Share this content:



Publicar comentário