Reclamações contra a AIMA sobem 36% no primeiro trimestre
O número de reclamações contra a Agência para a Integração, Migrações e Migrações (AIMA) subiu 36%, no primeiro trimestre, no Portal da Queixa. No total foram 504 a que se junta um nível de satisfação crítico (17,2 em 100), revela o portal tendo em consideração o barómetro trimestral da Consumers Trust Labs.
Os dados do barómetro colocam a reputação “da AIMA como um risco sistémico para a atratividade de Portugal no mercado global de talento”, alerta o Portal da Queixa.
41,4% das queixas estão ligadas a processos administrativos e documentação, onde se enquadram atrasos, erros de validação e emissão de cartões de residência. 35,5% das reclamações são ligadas ao atendimento e qualidade do serviço, como por exemplo dificuldades de contacto e falta de transparência. 6,5% das queixas estão ligadas a pontualidade e atrasos, estando aqui situações de incumprimento de prazos legais. E 6,1% das queixas estão relacionadas com serviços digitais e tecnologia, onde se enquadram falhas em plataformas online.
De acordo com o barómetro da Consumers Trust Labs, outros indicadores evidenciam fragilidades na AIMA: “Taxa de resposta (12,7%); Taxa de solução (13,6%) e uma média de avaliações de 4,11 em 10”, refere o portal.
No ranking das entidades públicas com maior volume reclamações a AIMA fica no Top 3, atingindo 12,1% do total, ficando atrás do IHRU e do IMT, com o principal motivo de insatisfação a estar ligado à regularização de processos migratórios.
“Os dados do barómetro indicam que a AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo enfrenta agora um desafio que vai além da capacidade operacional, centrando-se sobretudo na confiança dos cidadãos. Apesar dos avanços na modernização e no aumento da capacidade de processamento, a falta de transparência e de previsibilidade nos processos continua a alimentar a percepção de ineficiência, especialmente quando os cidadãos não têm visibilidade sobre o estado dos seus pedidos. Adicionalmente, a baixa taxa de resposta e resolução evidencia falhas no ciclo de comunicação, agravando a experiência do cidadão. Embora exista uma abertura inicial ao diálogo por parte dos cidadãos, essa neutralidade tende a deteriorar-se devido à falta de acompanhamento. Num contexto de elevada exposição digital, torna-se essencial integrar a gestão da reputação como função estratégica, sendo decisivo para a AIMA alinhar eficiência operacional com confiança pública”, disse o fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, Pedro Lourenço.
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