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“Uma mão cheia de nada”. Trabalhadores dos casinos Estoril e Lisboa protestam contra falta de aumentos em 2026

“Uma mão cheia de nada”. Trabalhadores dos casinos Estoril e Lisboa protestam contra falta de aumentos em 2026

Os trabalhadores dos casinos do Estoril e de Lisboa vão realizar um protesto contra, entre outros requisitos, a falta de aumentos salariais em 2026. Esta decisão foi tomada por parte das Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT´S) de ambos os casino e surge perante a ausência de diálogo e negociação por parte da Comissão Executiva (CE) e da Administração da Estoril Sol.
Em comunicado, as ORT’s revelam que solicitaram já em 2026, duas reuniões de prevenção de conflitos na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), realizadas no Ministério do Trabalho e adiantam que na última reunião realizada em 6 de abril de 2026 “e, tal como na primeira”, a CE voltou a não comparecer, fazendo-se representar por elementos sem poderes de decisão, limitando-se estes a receber e transmitir informações.
“Na referida reunião, a empresa apresentou uma mão cheia de nada e, além de referir uma ou outra ideia genérica, limitou-se a transmitir que ainda não tinha o orçamento aprovado para 2026, nem qualquer proposta relativa a aumentos salariais ou outros rendimentos. Quase dois meses depois da primeira reunião, e com um terço do ano já decorrido, é inaceitável esta postura da empresa”, pode ler-se no comunicado.
Face a este cenário, a decisão da ORT’s foi de avançar com um protesto para esta quinta-feira, 16 de abril, junto à porta de serviço do casino Estoril, naquilo que defendem ser uma posição pública dos trabalhadores em fazerem ouvir a sua voz e as suas justas preocupações.
Entre as várias exigências dos trabalhadores destacam-se o respeito pelas ORT´S; um diálogo e uma negociação sérios com os representantes dos trabalhadores; aumentos salariais dignos em 2026; aumento de todas as cláusulas de expressão pecuniária em 2026 (subsídio de alimentação, subsídio de turno, prémio de línguas e abono de falhas) e a negociação da contratação coletiva em vigor na empresa.

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