SPAC critica falta de idoneidade laboral da Lufthansa e alerta o Governo português
O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) manifestou hoje o seu profundo desagrado perante as práticas laborais da Lufthansa, acusando a companhia alemã de recorrer a táticas de “Union Busting” e de enfraquecimento sindical. O sindicato alerta ainda o Governo português para os riscos de ter a Lufthansa como potencial futuro acionista da TAP.
Numa tomada de posição pública, o SPAC refere que tem acompanhado com atenção as relações de trabalho na Lufthansa, especialmente num contexto de tensão laboral marcado por greves legítimas dos pilotos. Recentemente, a empresa terminou de forma abrupta e unilateral o acordo sobre os dias de atividade sindical com o Vereinigung Cockpit (VC), o sindicato dos pilotos alemães.
“Esta decisão constitui uma clara restrição ao exercício da atividade sindical e configura uma prática de Union Busting”, afirma o SPAC.
O sindicato português expressa total apoio e solidariedade aos colegas do VC, considerando a rescisão do acordo “uma rutura inaceitável com uma prática internacionalmente estabelecida” e “um claro e inaceitável ataque aos princípios fundamentais de um diálogo social responsável e de elevada qualidade”.
O SPAC manifesta particular preocupação pelo facto de a Lufthansa ser um potencial futuro acionista da TAP Air Portugal. “Não é aceitável que um eventual proprietário adote táticas de enfraquecimento sindical ou mantenha uma relação pouco ética e pouco construtiva com os seus trabalhadores”, lê-se no comunicado.
Neste âmbito, o SPAC enviou hoje uma carta ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, alertando para a situação e questionando a idoneidade laboral da Lufthansa enquanto possível investidor na companhia de bandeira portuguesa.
O sindicato reitera o apelo à Lufthansa AG para que “regresse imediatamente aos padrões internacionalmente reconhecidos no apoio ao envolvimento dos pilotos no diálogo social”.
“Continuaremos a acompanhar o desenrolar desta situação com a máxima atenção e a defender, com firmeza, os direitos dos pilotos e de toda a aviação civil portuguesa”, conclui o SPAC.
A Lufthansa ainda não reagiu publicamente às acusações do sindicato português.
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