UE deve reconsiderar proibição de gás russo, apela CEO da Eni
O CEO da empresa energética Eni, Claudio Descalzi, apelou a que a União Europeia (UE) reconsidere os seus planos de proibir de forma progressiva as importações de gás russo a partir do início de 2027.
“Acredito que é necessário levantar a proibição do fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) proveniente da Rússia, que entrará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2027. Não estou a sugerir que a proibição deva ser totalmente abandonada, mas precisa de ser levantada ou prolongada, para não penalizar ainda mais o setor industrial, que já enfrenta dificuldades com os elevados custos energéticos”, disse o CEO da energética, num evento, no passado domingo, organizado pelo partido Liga, que integra a coligação governativa italiana, em declarações transcritas pela publicação energética Oil Price.
A Reuters, citando agências de notícias italianas, refere que Claudio Descalzi considerou que “não era claro” como é que a União Europeia iria conseguir substituir 20 mil milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito vindo da Rússia.
O conflito, que se iniciou em fevereiro, no Médio Oriente, entre Estados Unidos, Israel, e Irão, fechou praticamente na sua totalidade o Estreito de Ormuz. Esta via é responsável por cerca de um quinto do fornecimento de gás natural liquefeito. Estes constrangimentos levaram à subida no preço do gás.
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