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Mark Rutte: “Não vejo os Estados Unidos a deixarem a NATO”

Mark Rutte: “Não vejo os Estados Unidos a deixarem a NATO”

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, disse este domingo não acreditar que os Estados Unidos deixem a Aliança Atlântica, possibilidade que se tem especulado nas últimas semanas, após as críticas do presidente norte-americano Donald Trump à organização militar.
“Não vejo os Estados Unidos a deixarem a NATO”, disse Rutte, em entrevista à edição de hoje do jornal Die Welt.
“O presidente Trump está visivelmente dececionado com alguns membros da NATO. E eu entendo a sua frustração”, acrescentou Rutte, que também saudou o desejo da Europa de desempenhar um maior papel na aliança.
Segundo o secretário-geral da NATO, “é uma boa notícia” que a Europa queira ter “um papel maior na NATO”. “É uma evolução de uma dependência prejudicial para uma aliança transatlântica baseada em uma parceria genuína”, afirmou o responsável, que destacou o papel “exemplar” da Alemanha e defendeu gastos “inteligentes” em Defesa.
Sob a liderança do chanceler Friedrich Merz, o governo alemão estabeleceu a meta de tornar a Alemanha a potência militar convencional mais forte da Europa, o que implica um aumento considerável nos gastos com defesa, projetados para atingir 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2029.
Rutte também defendeu o aumento da participação da sociedade civil nos gastos com Defesa, argumentando que estes investimentos não devem ser vistos como algo “repreensível”.
“A nossa indústria de defesa desempenha um papel central na garantia de nossa segurança contínua”, sublinhou.
A posição de Rutte surge depois de Donald Trump ter reiterado, no início do mês, a possibilidade de os EUA deixarem a NATO, “considerando seriamente” a retirada da aliança, que apelidou de “tigre de papel”.
Além disso, em declarações ao Die Welt, Rutte destacou o papel da China, da Coreia do Norte e do Irão na guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e denunciou Teerão como “exportador do caos” há décadas.
“Juntamente com a China e a Coreia do Norte, o Irão desempenhou um papel decisivo no apoio à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Durante décadas, o Irão tem sido um exportador de caos, não apenas na sua própria região, mas em todo o mundo”, enfatizou.

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