Cessar-fogo entre EUA e Irão renovou esperança nas ações norte-americanas com entradas líquidas de 23 mil milhões
O investimento em ações norte-americanas desde a véspera do anúncio do cessar-fogo, que aconteceu a 7 de abril, entre Estados Unidos e Irão, teve entradas líquidas de 28 mil milhões de dólares (23,8 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), com os investidores norte-americanos a representaram quase 23 mil milhões de dólares (19,5 mil milhões de euros) do total, de acordo com os dados da LSEG/Lipper, divulgados pela agência noticiosa Reuters.
Os dados divulgados pela agência noticiosa referem que até esta altura do ano registam-se saídas líquidas de 56 mil milhões de dólares (47,6 mil milhões de euros) em ações norte-americanas sendo que esse valor sobe para quase 90 mil milhões de dólares (76,5 mil milhões de euros) se considerarmos somente os investidores que possuem sede nos Estados Unidos.
O diretor de investimento da Morgan Stanley Investment Management Jim Caron, que gere quase dois biliões de dólares (1,7 biliões de euros) em ativos, referiu que existiu uma mudança na visão, de 2025, de que as ações europeias teriam um desempenho superior às norte-americanas.
“Já não acreditamos que seja esse o caso. Estamos a tomar medidas em relação aos portfolios, a discutir isso e a considerar reduzir a nossa sobreponderação na Europa, chegando mesmo a uma subponderação na Europa, em favor de uma sobreponderação nos Estados Unidos”, disse Jim Caron, em declarações transcritas pela Reuters.
A agência noticiosa dá ainda conta de um relatório do Bank of America, divulgado na semana passada, que dá conta de um reavivar do otimismo em relação às bolsas norte-americanas. Os dados da instituição bancária referiam que os fundos de ações da Coreia do Sul tiveram saídas recorde de 2,5 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) na semana que terminou a 15 de abril, e as ações europeias tiveram saídas de 4,7 mil milhões de dólares (quatro mil milhões de euros), que é a maior desde novembro de 2024. Já as ações norte-americanas tiveram saídas líquidas de 30 mil milhões de dólares (25,5 mil milhões de euros) em 2026, contudo trata-se de um quarto do que era em meados de março.
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