Preços na produção industrial mantiveram-se inalterados em março
O Índice de Preços na Produção Industrial (IPPI) teve uma variação homóloga nula, em março, interrompendo desta maneira 14 meses consecutivos de diminuições, “o que representa uma recuperação expressiva face à redução de 3,5% observada no mês anterior”, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Esta evolução foi sobretudo explicada pelos preços da Energia, sem a qual o IPPI apresentou um crescimento residual de 0,1% (-0,2% em fevereiro). No primeiro trimestre de 2026, os preços na produção industrial diminuíram 1,9% (-3,2% no trimestre anterior). A variação mensal situou-se em 2,3%, invertendo a redução de 1,3% registada em março de 2025”, referem os dados do instituto de estatística português.
O INE acrescenta que a taxa de variação homóloga da produção, em março, quer de produtos petrolíferos refinados, quer de eletricidade, aumentou cerca de 20% face à variação de fevereiro. “O agrupamento Bens de Consumo contribuiu igualmente de forma negativa, com -0,2 pontos percentuais (p.p.), idêntico ao observado em fevereiro, em resultado de decréscimo homólogo de 0,7% (-0,6% no mês anterior). Os agrupamentos Bens de Investimento e Bens Intermédios influenciaram positivamente o índice agregado, contribuindo com 0,2 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente (0,2 p.p. e -0,2 p.p. no mês anterior), refletindo variações de 1,6% e 0,3%”, sublinha o mesmo organismo.
Em termos trimestrais, os agrupamentos Energia, Bens de Consumo e Bens Intermédios “registaram contrações de 9,6%, 0,8% e 0,6%, respetivamente, (-7,0%, -2,9% e -3,7% no quarto trimestre de 2025), contribuindo, em conjunto, com -2,1 p.p. para a variação do índice agregado. Por outro lado, os Bens de Investimento aumentaram 1,6% (2,1% no trimestre anterior), contribuindo com 0,2 p.p. para a variação agregada (0,3 p.p. no quarto trimestre de 2025)”, dizem os dados.
Em termos mensais, o agrupamento Energia “apresentou um contributo de 1,8 p.p., associado a um aumento mensal de 12,0%. O agrupamento Bens Intermédios também registou um contributo positivo de 0,5 p.p., em resultado de um crescimento mensal de 1,5%. Já os agrupamentos Bens de Consumo e Bens de Investimento tiveram contributos praticamente nulos, apesar de registarem variações mensais de 0,1% e -0,2%, respetivamente”.
Share this content:



Publicar comentário