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Consórcio vencedor de megaprojeto em Riade quer atrair empresas portuguesas

Consórcio vencedor de megaprojeto em Riade quer atrair empresas portuguesas

O consórcio vencedor de uma parte do megaprojeto King Salman Park, que pretende ser o maior parque urbano do mundo, em Riade, capital da Arábia Saudita, vai apresentar o projeto na quinta-feira em Portugal, procurando atrair empresas portuguesas.
“Eu gostava de ver cada vez mais ADN português” nos projetos na Arábia Saudita, disse à Lusa o português Guy de Sousa, diretor geral da Asasat Development and Real Estate Development Company, que integra o consórcio, liderado pela empresa saudita Retal, juntamente com a Bareeq (do Bahrein).
A AEP – Associação Empresarial de Portugal e a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal promovem na quinta-feira, em Leça da Palmeira, uma sessão de apresentação dedicada às oportunidades concretas em Portugal, de participação no projeto King Salman Park.
O parque integra a chamada ‘Visão 2030’, um plano estratégico lançado em 2016 pelo príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, para diversificar a economia do país para além do petróleo.
“É provavelmente o maior projeto de ‘real estate’ do mundo dentro de uma cidade. Estamos a falar de um projeto que é seis vezes e meia maior do que o Central Park, em Nova Iorque”, descreveu o responsável à Lusa, que o qualificou como “muito atrativo”.
O consórcio vencedor ficou responsável pelo distrito 3, uma das nove partes que compõem o projeto, num investimento estimado em 850 milhões de dólares (cerca de 722 milhões de euros, ao câmbio atual), e que contará com áreas residenciais e de escritórios, uma clínica e um centro comunitário.
“Temos todo um programa para construir e já que tenho esta possibilidade de selecionar, desde materiais até à parte de quem é que vai construir, de quem é que vai operar a clínica, de quem é que vai operar o hotel. Eu gostava de ver cada vez mais ADN português e tenho o apoio da AICEP e da AEP, que têm esse mandato exatamente de tentar ajudar as empresas portuguesas a internacionalizarem-se”, comentou à Lusa.
O hotel já está escolhido: será um Pestana CR7, sendo o primeiro desta marca a entrar na Arábia Saudita, país onde Cristiano Ronaldo joga atualmente e onde goza de grande popularidade.
“Nós temos qualidade e eu acredito muito que muitas das coisas poderão ser portuguesas e ver a luz do dia no nosso projeto”, sublinhou.
As obras devem arrancar dentro de dois a três meses e o projeto deve estar concluído no prazo de três anos.
Um projeto que reconhece ser ambicioso, mas Guy de Sousa confia na capacidade das empresas portuguesas.
“As empresas portuguesas podem não ter a escala, mas às vezes tudo o que precisavam para dar esse passo é terem uma oportunidade, é terem um contrato firmado que lhes coloca o desafio à frente”, considerou, referindo que há já 11 empresas portuguesas a operar na Arábia Saudita.
“Atualmente, o mercado mais excitante no mundo em termos de real estate e de coisas que estão a acontecer é a Arábia Saudita”, sublinhou Guy de Sousa.
O empresário não escondeu o orgulho de participar neste projeto.
“Um orgulho, e saber que sou o apenas o vértice visível de uma pirâmide de talento, onde conto com empresas portuguesas também a apoiar-me, até neste processo que foi a candidatura”, comentou.

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