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Montenegro: De 400 mil processos pendentes, “apenas cinco mil brasileiros tiveram pedido indeferido”

Montenegro: De 400 mil processos pendentes, “apenas cinco mil brasileiros tiveram pedido indeferido”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que nos últimos dois anos mais de “235 mil processos de imigrantes brasileiros em Portugal” regularizaram a sua situação de cidadania. Apenas em 5 mil casos é que a decisão foi de indeferir pedidos de brasileiros.
Depois de se reunir com o Presidente do Brasil, Luís Montenegro referiu que “Portugal, nos últimos dois anos, regularizou mais de 235 mil processos de imigrantes brasileiros que quando chegamos ao Governo não tinham um documento válido”. “Hoje são absolutamente cumpridores da regulação e com uma cidadania integral e plena para poderem cumprir os seus sonhos”, apontou.
“Num processo global tratou-se mais de 400 mil processos que estavam pendentes, nós tivemos apenas cinco mil casos em que a decisão final da administração portuguesa foi a de indeferir pedidos de brasileiros”, sublinhou.
Luís Montenegro afirmou que “do ponto de vista das nossas comunidades, esta foi também uma oportunidade para fazer o ponto de situação”.
“Podemos concluir que, nunca como hoje, houve uma comunidade brasileira tão expressiva a viver em Portugal e continua a haver uma comunidade portuguesa muito expressiva a viver no Brasil. O que por si só justifica o aprofundamento muito grande da nossa cooperação também a esse nível”, frisou.
O Chefe de Governo referiu ainda que “às vezes, na comunicação social, tem se dado eco a um ou outro episódio ou mesmo adulterar daquilo que é uma relação que tem corrido, de forma global, muitissimo bem”.
“Os brasileiros que procuram Portugal, que neste momento são mais de 500 mil, tem vindo para trabalhar, para desenvolver os seus projetos de vida e tem tido uma integração social e económica absolutamente impecável”, assegurou.
No global, “tudo aquilo que temos feito nos últimos dois anos a propósito de termos mecanismos mais regulados dos fluxos migratórios tem sido no intuito e com o objetivo de valorizar as pessoas, de valorizar a sua dignidade e a capacidade humanística que Portugal recebe aqueles que veem por bem para trabalhar”.
 

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