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Plataforma de ‘streaming’ chinesa criticada por criar base de dados de atores para IA

Plataforma de ‘streaming’ chinesa criticada por criar base de dados de atores para IA

A plataforma chinesa de ‘streaming’ iQiyi enfrenta críticas após anunciar uma base de dados para seleção de artistas em conteúdos gerados por inteligência artificial, com mais de 100 intérpretes alegadamente inscritos, alguns dos quais negam participação.
A empresa defendeu a iniciativa, denominada NaDou Pro, como uma ferramenta para ligar criadores de conteúdos a intérpretes interessados em projetos com inteligência artificial, sublinhando que a participação em cada projeto exige autorizações específicas, segundo o jornal The Paper.
O vice-presidente da empresa, Liu Wenfeng, afirmou durante a Conferência Mundial da iQiyi que mais de 100 celebridades aderiram à plataforma para colaborar com criadores de conteúdos gerados por IA interessados em utilizar a sua imagem.
Contudo, estúdios e clubes de fãs de vários artistas negaram posteriormente ter assinado acordos de licenciamento relacionados com inteligência artificial.
O anúncio gerou controvérsia nas redes sociais chinesas, onde alguns utilizadores questionaram o impacto da IA na indústria audiovisual e a possibilidade de substituição de atores humanos.
“Se os atores forem substituídos por IA, que calor restará nas obras artísticas?”, questionou um comentário na rede social Weibo citado pelo The Paper, enquanto outros defenderam que “a intenção original da IA é servir melhor a humanidade, não substituí-la”.
Perante as críticas, a iQiyi esclareceu que a adesão à base de dados significa disponibilidade dos artistas para participar em projetos com IA, mas que cada colaboração requer negociações e autorizações independentes.
O uso de inteligência artificial na indústria audiovisual chinesa tem gerado preocupações crescentes sobre direitos de imagem, ética profissional e segurança laboral.
No início de março, o Comité de Atores da Federação Chinesa de Organizações Sociais de Rádio e Televisão criticou práticas como a troca de rostos por IA, clonagem de voz e utilização de imagens e áudios para treinar modelos inteligentes.

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