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“Queremos liderar o conceito de escola do futuro”, diz Pedro Oliveira

“Queremos liderar o conceito de escola do futuro”, diz Pedro Oliveira

Qual é o papel das universidades na produção de conhecimento, num mundo onde as máquinas respondem a quase tudo? Esta foi a principal questão do debate que juntou Pedro Oliveira, Dean da Nova SBE, e André Macedo, diretor do Jornal Económico, na entrevista “Transformar a formação”. “Na Nova SBE temos vindo a refletir sobre estas questões e estamos a desenvolver, com parceiros académicos nacionais e internacionais, o conceito de escola do futuro e de “sandbox”, um motor permanente de experimentação onde ideias, de toda a comunidade Nova SBE, são testadas com recursos reais, em condições reais, e com uma avaliação séria do que funciona e do que falha. Queremos liderar o conceito de escola do futuro”, disse Pedro Oliveira.
Nesse sentido, a Inteligência Artificial (IA) está a mudar o próprio significado de aprender e ensinar ou os métodos de produzir novo conhecimento e isso traz dois desafios: o pedagógico e a avaliação. No primeiro caso, o pensamento crítico e a criatividade tornam-se mais exigentes. No segundo caso, e tendo em conta que os alunos podem usar a IA, como se pode garantir a autenticidade na produção de trabalhos. “Fazemos duas mil teses de mestrado por ano. Há quatro anos decidimos que íamos dar menos importância ao documento escrito. Ou seja, independente do que está escrito, o aluno tem de mostrar que sabe muito bem o tema que vai defender”, acrescenta o Dean da Nova SBE.
E a introdução de IA potenciou o desenvolvimento dos alunos? “O que começámos a ver é com IA é muito possível ter um resultado académico melhor, porque o produto que vão desenvolver é interessante”, afirma o responsável. Pedro Oliveira acrescenta ainda que as empresas que “recrutam os alunos da Nova SBE estão satisfeitas”. E sublinha: “Os alunos estiveram a trabalhar nos desafios concretos que uma empresa possa ter. Não estiveram na universidade só a fazer coisas teóricas”.
Esta orientação para desafios concretos evidencia que a aprendizagem não se esgota no contexto académico, estendendo-se de forma significativa ao ambiente empresarial. “Uma boa parte da aprendizagem acontece sempre na empresa. Mas os nossos alunos chegam lá bem preparados. Aprendem a resolver problemas concretos e, muitas vezes, as empresas convidam-nos a apresentarem os seus trabalhos internacionalmente”, explica.
Para concluir, e voltando ao tema da escola do futuro, Pedro Oliveira salienta a importância do campus físico, uma condição “inegociável”, visto que a Universidade está centrada na produção de conhecimento. “Criámos o IA Experience Lab e estamos a conseguir ter aprendizagens muito interessantes”, conclui Pedro Oliveira, Dean da Nova SBE, no evento AI Summit 2026.

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