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Setor Segurador ibero-americano em análise: Pérez‑Llorca lança novo boletim trimestral

Setor Segurador ibero-americano em análise: Pérez‑Llorca lança novo boletim trimestral

A equipa de Seguros e Resseguros da Pérez-Llorca acaba de publicar a edição do primeiro trimestre de 2026 da “Actualidad Iberoamericana de Seguros”. Nele revela que o mercado segurador português encerrou o ano de 2025 com a produção de seguro direto a registar um crescimento de 13,4%, ultrapassando os 16,2 mil milhões de euros.
Além do volume de negócio, as seguradoras mantêm uma posição prudencial robusta, apresentando um rácio SCR (Requisito de Capital de Solvência) de 213% e um MCR (Requisito de Capital Mínimo) de 557%, segundo a publicação.
O boletim alerta no entanto para uma realidade preocupante: a falta de cobertura para riscos catastróficos. Dados da EIOPA revelam que apenas 5% das perdas por catástrofes naturais em Portugal entre 1980 e 2024 estavam seguradas. Este cenário foi evidenciado pela recente tempestade Kristin. Com perdas seguradas estimadas em 600 milhões de euros e mais de 114 mil sinistros, o dado mais alarmante recai sobre a proteção habitacional: 49% das casas nos concelhos em estado de calamidade não tinham qualquer seguro contra tempestades ou inundações. Atualmente, a nível nacional, apenas 19% das habitações possuem cobertura sísmica.
Face a este diagnóstico, a Pérez-Llorca destaca que a discussão sobre um mecanismo nacional de cobertura de catástrofes naturais ganhou novo fôlego. O debate olha para modelos internacionais (como o espanhol, francês e neozelandês) que combinam a mutualização obrigatória nas apólices com uma camada pública de resseguro e uma forte aposta na prevenção.
No campo da tecnologia, o boletim assinala a rápida adoção da Inteligência Artificial Generativa. Segundo um inquérito da EIOPA, quase dois terços das seguradoras europeias já utilizam ativamente esta tecnologia, sobretudo em funções de back-office.
O setor está a responder com rapidez ao nível da governação: 49% das empresas já possuem políticas internas de IA, um salto significativo face aos 25% registados em 2023. Este movimento surge num ambiente de crescente escrutínio regulatório, impulsionado pela implementação do AI Act e do regulamento DORA.
 

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