Polónia questiona lealdade dos EUA à NATO perante ameaça russa
O primeiro-ministro da Polónia, Daniel Tusk, questionou, esta sexta-feira, se os EUA serão “leais” ao seu compromisso com a NATO de defender a Europa no caso de um ataque russo.
Donald Tusk disse ao “Financial Times” que a “maior e mais importante questão da Europa é se os Estados Unidos estão prontos para ser tão leais como é descrito nos tratados [da NATO]””. Segundo Tusk, a Rússia poderá atacar um membro da aliança em “meses”.
Tusk lembrou, que no ano passado, alguns membros da aliança de defesa liderada pelos EUA “fingiram que nada aconteceu” quando cerca de 20 drones russos violaram o espaço aéreo da Polónia.
“A questão é se a NATO ainda é uma organização pronta, política e também logisticamente, para reagir, por exemplo, contra a Rússia se tentarem atacar”, afirmou.
O governante sublinhou que as suas palavras não devem ser tratadas “como ceticismo em relação ao Artigo 5.º [o compromisso de defesa mútua da NATO], se é válido ou não, mas antes como o meu desejo de que as garantias no papel transformem-se em algo muito prático”.
“Isto é algo realmente sério. Estou a falar de perspetivas a curto prazo, mais de meses do que de anos”, disse Tusk em referência a um potencial ataque russo. “Para nós, é muito importante saber que todos tratarão as obrigações da NATO tão seriamente como a Polónia”, afirmou.
“Quero acreditar que [o Artigo 5.º] ainda é válido, mas às vezes, claro, tenho algumas dúvida”, acrescentou. “Não quero ser tão pessimista, mas o que precisamos hoje é também de contexto prático”.
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