Prémio Turner tem quatro finalistas que questionam o nosso lugar no mundo
Os responsáveis da Tate Britain, em Londres, e do Instituto de Arte Moderna de Middlesbrough (MIMA) da Universidade de Teesside, revelaram os nomes dos quatro finalistas da 42ª edição do Prémio Turner, um dos prémios mais conhecidos mundialmente nas artes visuais.
Simon Barclay, Kira Freije, Marguerite Humeau e Tanoa Sasraku. O quarteto de artistas irá expor as suas obras no MIMA de 29 de setembro de 2026 a 29 de março de 2027, e o vencedor do prestigiado prémio de arte conceptual será anunciado numa cerimónia a realizar a 10 de dezembro, na própria galeria, e irá receber 25.000 libras (28.800 euros). O Turner tem ainda a particularidade de atribuir, a cada um dos finalistas, um prémio pecuniário no valor de 10.000 libras (11.500 euros).
“O Prémio Turner continua a oferecer ao público um reflexo fascinante da amplitude e vitalidade da arte britânica contemporânea”, afirmou Alex Farquharson, diretor da Tate Britain e presidente do júri do Prémio Turner, em comunicado. “A seleção deste ano apresenta uma gama rica e diversificada de trabalhos, abrangendo instalações e performances, com uma forte ênfase na prática escultórica. Somos convidados, por cada um dos artistas, a explorar cenários cuidadosamente construídos, reais e imaginários, que oferecem perspetivas distintas para explorar o mundo que nos rodeia e refletir sobre o nosso lugar nele.”
O britânico Simon Barclay, de 51 anos, nasceu em Huddersfield, Inglaterra, e foi nomeado ao Prémio pela sua interpretação de spoken word “The Ruin”, 2025, que parte da sua vivência numa zona industrial do norte de Inglaterra.
A londrina Kira Freije, de 41 anos, foi nomeada pela sua primeira grande exposição institucional, “Unspeak the Chorus”, na Hepworth Wakefield, em West Yorkshire, que apresentava figuras de metal em tamanho real com rostos expressivos fundidos em pedra.
A francesa Marguerite Humeau, de 39 anos e radicada em Londres, foi nomeada pela sua exposição individual “Torches”, apresentada no Museu de Arte Contemporânea ARKEN, em Copenhaga, e no Museu de Arte de Helsínquia. O júri elogiou a “criação cinematográfica da exposição”, que aborda temas ecológicos e existenciais.
Tanoa Sasraku, artista britânica de origem ganesa, nascida em Plymouth, é o membro mais novo deste quarteto: 30 anos. Foi elogiada pela sua exposição individual no Instituto de Arte Contemporânea de Londres, “Morale Patch”, na qual refletiu sobre as recentes histórias políticas e militares em torno de um combustível fóssil, o petróleo, através de uma instalação conceptual.
O Prémio Turner, um dos mais importantes da arte contemporânea a nível mundial, toma o nome do expoente do Romantismo britânico, Joseph William Turner (1775-1851), e foi criado em 1984, no âmbito da Tate Britain. Entre os vencedores de edições anteriores figuram Anish Kapoor (1991), Damien Hirst (1995) e Steve McQueen (1999). A artista nigeriana Nnena Kalu, nascida em Glasgow, tornou-se, em 2025, na primeira artista com deficiência intelectual a receber esta distinção.
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