WRC, Rali das Canárias, PEC15: Solberg a 3.2s da liderança de Ogier
A primeira especial do derradeiro dia começou a rasgar a classificação em duas frentes: na luta pela vitória, Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) voltou a tirar tempo a Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) e reduziu a diferença para 3,2 segundos, enquanto no WRC2 Léo Rossel (Citroen C3 Rally2) consumou a ultrapassagem a Alejandro Cachón (Toyota GR Yaris Rally2) e ‘roubou-lhe’ o segundo lugar da categoria.
O domingo acordou com nevoeiro, asfalto gorduroso e uma estrada que parecia mudar de pele a cada quilómetro, e agora com outro ‘condimento’: água. Como se quisesse apanhar os pilotos ainda meio adormecidos. Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) foi o primeiro a lançar-se, montado em quatro pneus macios e numa escolha de compromisso que cedo se percebeu imperfeita; faltava tração, faltava ritmo, e o troço pedia muito mais do que prudência. Josh McErlean (Ford Puma Rally1) veio depois, mais solto, mais rápido, e atrás deles começou a batalha dos Hyundai, com Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) a crescer nos parciais e a encontrar tempo suficiente para desalojar Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1) do sétimo lugar, enquanto Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) preferia sobreviver, confessando que guiara quase como a avó só para atravessar a armadilha sem a pagar caro.
Depois entrou a Toyota e a especial ganhou outro peso. Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) marcou a referência provisória numa estrada que secava à vista, Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) respondeu sem brilho e Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) apareceu de rompante, voando quase trinta segundos mais depressa do que o finlandês e assinando um tempo que cheirava a ataque sério. Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) respondeu logo a seguir, ainda mais limpo, ainda mais rápido, tirando 1,3 segundos ao galês e aproximando-se do líder como quem fecha uma porta devagar, mas sem piedade.
Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) saiu por fim, sempre com a liderança do rali às costas, mas com a traseira viva demais e sem a afinação certa para confiar plenamente no carro. Perdeu seis décimas para Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) e viu a vantagem encolher para uns frágeis 3,2 segundos. Atrás, no WRC2, Yohan Rossel (Lancia Ypsilon HF Rally2) passou em segurança, Cachón (Toyota GR Yaris Rally2) atacou sem encontrar aderência suficiente e Léo, mais eficaz no momento decisivo, roubou-lhe o segundo posto por 3,8 segundos, deixando a manhã a arder em duas lutas diferentes.
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