WRC, Rali das Canárias, PEC16: Solberg recupera mais um segundo, 2.2s separam-no de Ogier
Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) voltou a encurtar a liderança de Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) na segunda especial do último dia de prova, foi o mais rápido entre os homens da frente e deixou a diferença reduzida a apenas 2,2 segundos, enquanto no WRC2 Léo Rossel (Citroen C3 Rally2) resistiu ao ataque de Alejandro Cachón (Toyota GR Yaris Rally2) e segurou o segundo lugar por 1,1 segundos.
Na frente, só a luta pela vitória está ‘on’, o pódio de Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) está seguro, tem mais de um minuto de avanço para Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1). Cinco Toyota nos cinco primeiros lugares também são um dado adquirido, claro, em condições normais.
No super domingo, claro, Oliver Solberg destaca-se, 1.5s na frente de elfyn Evans com Sébastien Ogier 0.1s mais atrás. Será que Ogier consegue suster o ataque de Solberg? Vamos ver, faltam dois troços…
Filme da especial
A estrada apresentou-se seca na maior parte do percurso, abrasiva, rápida e traiçoeira o suficiente para obrigar todos a pensar já na gestão de pneus para o resto da volta e, sobretudo, para a Power Stage. Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) abriu o troço sem sobressaltos, Josh McErlean (Ford Puma Rally1) foi um pouco mais rápido, e a história começou a ganhar espessura quando os Hyundai entraram em cena: Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1)
lutou com um carro instável entre subviragem e sobreviragem, Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1)
sofreu um furo no pneu dianteiro esquerdo e viu escapar ainda mais tempo, enquanto Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) voltou a mostrar que estava a ser o mais competitivo da marca.
Mas o coração da especial estava mais à frente, dentro do bloco Toyota. Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) foi o primeiro a lançar uma referência séria, rápido e controlado, numa fase em que o asfalto já parecia mais previsível. Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) não conseguiu acompanhá-lo e preferiu pensar no conjunto da volta, abrindo margem suficiente para consolidar o quarto lugar. Evans apareceu depois com um tempo fortíssimo, mesmo saindo do carro a dizer que a sensação tinha sido terrível, com a traseira a mexer demasiado por causa dos pneus macios montados atrás.
Então entrou Solberg. O sueco atacou como quem sabe que o rali está ali, ao alcance das mãos, e foi ainda duas décimas mais rápido do que Evans. Não foi um golpe devastador, mas foi mais um ‘corte’, mais um arranhão, mais pressão. Ogier saiu por fim, líder ainda, mas sem margem para respirar. Cedeu um segundo a Solberg, falou em gestão de pneus e prazer de condução, mas a verdade nua ficou no cronómetro: com duas especiais por disputar, a vantagem encolheu para 2,2 segundos e o Rali das Canárias passou a viver num fio.
Atrás, no WRC2, Yohan Rossel manteve o comando com mais uma passagem limpa, Cachón fez melhor do que o líder, mas não o suficiente para recuperar o segundo lugar: Léo Rossel, a gerir os pneus macios com sangue-frio, segurou a posição por apenas 1,1 segundos.
FOTO @World
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