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IRS 2026: pequenos erros, grandes perdas no acerto final

IRS 2026: pequenos erros, grandes perdas no acerto final

As alterações nas retenções na fonte ao longo de 2025 levaram a que muitos portugueses passassem a receber mais rendimento mensal. No entanto, esse alívio imediato está agora a refletir-se em reembolsos mais baixos ou até em valores a pagar no momento da liquidação do IRS.
Esta é uma realidade para a qual a DECO já tinha vindo a alertar, mas que está a apanhar os contribuintes desprevenidos, sobretudo aqueles que avançam diretamente para a submissão da declaração sem qualquer verificação prévia.
A DECO tem verificado que esse risco aumenta com a utilização do IRS automático. Apesar de ser uma ferramenta que simplifica o processo, o pré-preenchimento não dispensa verificação. Podem existir omissões, incongruências ou opções fiscais menos favoráveis. Situações como a escolha entre tributação conjunta ou separada devem ser analisadas caso a caso, pois podem traduzir-se em perdas financeiras evitáveis.
Há um conjunto de verificações essenciais para salvaguardar o interesse do consumidor:

validação de todos os rendimentos declarados;
revisão rigorosa das deduções à coleta;
confirmação dos valores de retenção na fonte.

Um erro ou omissão em qualquer um destes pontos pode alterar significativamente o imposto apurado.
A estas cautelas soma-se, este ano, um elemento adicional: o IRS Jovem. O regime, que permite uma redução significativa do imposto para jovens trabalhadores, exige verificação cuidada dos critérios de elegibilidade e da aplicação correta do benefício. Há casos em que o regime não é ativado quando deveria ser, ou é aplicado sem confirmação adequada, levando a perdas financeiras ou a erros na liquidação.
Antes da submissão, há uma regra que deve ser encarada como indispensável: simular sempre.
A simulação permite antecipar o resultado da declaração, se haverá reembolso ou imposto a pagar e, mais importante, testar diferentes cenários para identificar a opção mais favorável. Trata-se de um mecanismo simples de gestão financeira preventiva, ainda assim frequentemente ignorado, com impacto direto no rendimento disponível.
Outro aspeto crítico é a confirmação do IBAN. Um dado incorreto pode atrasar ou impedir o reembolso, agravando dificuldades de tesouraria, sobretudo para agregados mais vulneráveis.
Acresce que, este ano, algumas falhas técnicas na consulta de reembolsos no Portal das Finanças estão a gerar mais incerteza. Ainda assim, estas limitações não substituem a responsabilidade do contribuinte em garantir que a declaração do imposto está correta no momento da entrega.
Embora exista a possibilidade de corrigir erros através de uma declaração de substituição, esta deve ser encarada como uma solução de recurso. Na ótica da proteção financeira, o foco deve estar na prevenção e na tomada de decisões informadas à partida.
Num contexto fiscal mais complexo e com maior risco de resultados inesperados, a mensagem é clara: verificar, validar e simular antes de submeter. Ignorar estes passos pode significar, perder dinheiro ou pagar mais imposto do que o necessário, um risco que, com informação e atenção, é perfeitamente evitável.
Informe-se connosco.
Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

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