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João Ferreira aposta nos ralis para preparar Mundial de Todo-o-Terreno

João Ferreira aposta nos ralis para preparar Mundial de Todo-o-Terreno

João Ferreira vai competir em provas de ralis como forma de manter o ritmo competitivo e afinar a preparação para o Campeonato do Mundo de Todo-o-Terreno, numa estratégia que o próprio piloto assume como complementar aos objectivos principais da temporada. Depois de já ter desempenhado funções de carro zero no Rali Serra da Cabreira, o piloto português confirmou agora essa opção ao anunciar a participação no Rali de Serpa, em parceria com António Costa e com apoio técnico da ARC Sport.
A decisão enquadra-se numa lógica de trabalho cada vez mais comum entre pilotos de raid que procuram, nos ralis tradicionais, um contexto mais intenso de pilotagem, leitura de notas e precisão em troços curtos. João Ferreira explicou que aceitou “o desafio antigo de competir em provas de ralis” com o objectivo de retirar dessa experiência benefícios úteis para os compromissos futuros no W2RC.
Ralis oferecem exigência técnica diferente
Ao contrário do todo-o-terreno, onde a navegação e a gestão de esforço assumem um peso central ao longo de etapas longas, os ralis obrigam a uma abordagem mais imediata e precisa. Em troços mais estreitos e com decisões tomadas a cada curva, o piloto trabalha reflexos, reação ao imprevisto e rigor absoluto na travagem, na colocação do carro e na saída das curvas.
Essa transferência de competências é vista no meio como uma ferramenta útil para melhorar o desempenho nas bajas e nos rally-raids. A experiência em rali permite ao piloto ganhar sensibilidade para mudanças rápidas de aderência, reforçar a confiança no navegador e elevar o limite de intensidade competitiva, factores que depois podem ser determinantes em contextos de deserto, pedra, areia ou fesh-fesh.
Estratégia tem precedentes entre campeões
O recurso aos ralis como complemento de preparação não é novo no todo-o-terreno. Vários pilotos de referência internacional recorreram ao mesmo tipo de solução para manter agressividade, precisão e capacidade de reacção entre provas de rally-raid, numa ponte técnica entre duas disciplinas com exigências distintas, mas também com pontos de contacto relevantes. PAra se perceber melhor isto, basta referir aquele que é provavelmente dops melhores pilotos de TT de sempre, Nasser al Attiyah, veio dos ralis. Nesse enquadramento, a opção de João Ferreira surge menos como incursão ocasional e mais como investimento competitivo.
Ao escolher competir também em ralis, João Ferreira procura, acima de tudo, aumentar a afinação técnica e mental num contexto mais exigente em termos de ritmo puro. A lógica é simples: quanto maior for a capacidade de reacção, precisão e leitura do carro em ambiente de máxima intensidade, mais preparado estará para responder às exigências extremas do todo-o-terreno moderno.
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