Setor jurídico dominado por microempresas fatura 136 milhões e melhora prazos de recebimento
O setor das atividades jurídicas e cartórios notariais assenta em negócios de reduzida dimensão, sendo dominado por microempresas que representam 93% do total do tecido empresarial.
O setor das atividades jurídicas é claramente constituído por microempresas, que representam 93% do total. As pequenas empresas correspondem a 6% e as médias empresas a apenas 1%. Esta distribuição reflete um tecido empresarial altamente atomizado, assente em estruturas de reduzida dimensão, típico de atividades profissionais especializadas, revela a Iberinform, filial da Crédito y Caución.
Esta realidade convive com uma elevada maturidade empresarial, uma vez que mais de metade das entidades tem mais de 16 anos de atividade, com 30% a situarem-se na faixa entre os 16 e os 25 anos e 17% com mais de 25 anos de existência. Apesar desta consolidação, regista-se uma dinâmica de renovação, com as empresas até um ano a representarem 19% do total.
Geograficamente, o setor reflete a proximidade aos principais centros administrativos, económicos e judiciais do país, registando uma forte concentração no distrito de Lisboa, que reúne 51% do total das entidades. O Porto surge na segunda posição com 19%, cabendo a restante distribuição a distritos como Braga, Setúbal e Faro, embora com pesos individuais muito mais reduzidos.
Do ponto de vista da estabilidade financeira e do risco, o setor evidencia um perfil maioritariamente controlado e seguro. Cerca de 49% das empresas estão classificadas no escalão de risco baixo e 44% no risco médio, restando apenas 7% das entidades na categoria de risco elevado. Esta solidez é sustentada pela regularidade dos fluxos de rendimento e por ciclos financeiros relativamente curtos, típicos desta atividade.
Nos indicadores de tesouraria, verificou-se uma evolução positiva entre 2023 e 2024. O prazo médio de pagamento diminuiu de 37 para 35 dias, enquanto o prazo médio de recebimento registou também uma melhoria ao passar de 80 para 75 dias.
Embora os recebimentos continuem a demorar mais tempo do que os pagamentos, o estreitamento deste intervalo contribui diretamente para um maior equilíbrio financeiro e menor pressão sobre a tesouraria.
Paralelamente, o volume de negócios agregado cresceu de 127 milhões para 136 milhões de euros, embora este dado deva ser interpretado com cautela por não abranger a totalidade da atividade económica real do setor devido às regras de divulgação de resultados.
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