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Tempestades levam mais de 7.400 clientes a pedir moratórias de crédito

Tempestades levam mais de 7.400 clientes a pedir moratórias de crédito

Mais de 7.400 clientes bancários recorreram a moratórias de crédito na sequência do mau tempo registado no início do ano, numa medida que abrange empréstimos avaliados em cerca de 930 milhões de euros.
A suspensão temporária do pagamento das prestações tem servido como mecanismo de alívio financeiro para famílias e empresas afetadas pelas tempestades. A maioria dos pedidos partiu do setor empresarial, que representa cerca de 60% das adesões, embora muitas famílias também tenham recorrido à medida para gerir a pressão sobre o orçamento.
Apesar do volume de pedidos, o impacto no sistema bancário permanece, para já, limitado. No crédito à habitação, as moratórias representam apenas uma pequena parcela do total, enquanto no crédito a empresas têm maior expressão, sobretudo nas regiões mais atingidas pelo mau tempo.
O Banco de Portugal considera ainda prematuro avaliar o efeito real destas moratórias, uma vez que a medida continua em vigor e os prejuízos económicos das tempestades podem prolongar-se nos próximos meses. Parte dos clientes que aderiram já apresentava um risco financeiro mais elevado antes dos fenómenos meteorológicos, fator que poderá influenciar a evolução da situação.
Os danos provocados pelas tempestades são estimados em mais de 5 mil milhões de euros, mas apenas uma fração estará coberta por seguros. Este cenário obriga muitas famílias e empresas a suportar diretamente os custos da recuperação, ajudando a explicar o recurso às moratórias.
Embora permita adiar pagamentos e aliviar encargos mensais, a moratória não elimina a dívida. Trata-se de uma solução temporária para dar margem financeira a quem foi afetado, exigindo, ainda assim, uma reorganização cuidadosa das finanças pessoais ou empresariais.

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