Portugal tem a sétima taxa de emprego mais alta da UE entre os 25 e os 29 anos
Portugal é um dos países da União Europeia com carga horária semanal mais elevada, mas com uma das mais elevadas taxas de emprego, nos jovens, entre os 25 e os 29 anos.
O retrato é da Fundação Francisco Manuel dos Santos, através da Pordata, e divulgado este Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador.
Na União Europeia há cerca de 208 milhões de trabalhadores da União Europeia (111 milhões de homens e 97 milhões de mulheres), dos quais mais de 5 milhões em Portugal.
Na União, apenas uma em cada quatro pessoas, entre os 20 e os 64 anos, está fora do mercado de trabalho. A taxa de emprego, neste leque etário, atingiu os 76,1% em 2025.
Portugal apresenta uma taxa de emprego de 79,6%, ficando quase a meio da tabela, na 12ª posição.
Os três países com maiores taxas de emprego são: Malta (83,6%), Países Baixos (83,4%) e Chéquia (82,9%). No extremo oposto estão Grécia (71%), Roménia (69%) e Itália (67,6%).
Com exceção da Lituânia, persistem desigualdades de género em toda a União, onde a taxa de emprego dos homens continua a ser superior à das mulheres (80,9% vs 71,3%).
Portugal não foge à regra, embora com uma disparidade menor, de apenas 5,4 pontos percentuais. Itália, Grécia e Roménia são os países que registam maiores disparidades entre taxa de emprego de homens e mulheres, superiores a 15 pontos percentuais.
A taxa de emprego em Portugal, para os jovens dos 25 aos 29 anos, é a sétima mais elevada da UE (82,8% face a 76,9%).
Na UE, os trabalhadores mais jovens (entre os 25 e os 29 anos) tendem a ter taxas de emprego inferiores às do grupo etário dos seniores entre os 50 e os 54 (76,9% face a 82,7%). Em Portugal a disparidade é de 3,2 pp, a 4.ª mais baixa entre os países onde há desvantagem nas taxas de emprego do grupo etário mais jovem.
Os trabalhadores estrangeiros, na UE, têm, em média, taxas de emprego inferiores às dos nacionais (69,1% vs 77%), situação que se inverte em Portugal (79,8% vs 79,6%), sobretudo devido à grande diferença no caso dos homens (86,6% vs 82%).
A média europeia de horas de trabalho semanal é de 37 horas. Portugal regista uma média de 39,7 horas por semana, uma das mais elevadas da União Europeia, sendo ultrapassado por apenas quatro países (Bulgária, Roménia, Polónia e Grécia). Países com maior prevalência de trabalho a tempo parcial, como os Países Baixos, Dinamarca ou a Alemanha, registam cargas horárias médias significativamente mais baixas.
Share this content:

Publicar comentário