Teixeira Duarte duplica lucros em 2025 para 50 milhões de euros
O grupo Teixeira Duarte fechou o exercício de 2025 com um Resultado Líquido Consolidado de 50 milhões de euros, valor que já incorpora o impacto contabilístico do Acordo de Refinanciamento. Em 2024 a construtora tinha reportado um lucro de 26 milhões de euros, pelo que em 2025 praticamente duplicou os resultados líquidos.
Por sua vez, o EBITDA fixou-se em 100 milhões de euros, o que representa uma ligeira descida de apenas 5% face a 2024, permitindo no entanto que a margem sobre Vendas e Prestações de Serviços melhorasse para 14,1%, num sinal claro de eficiência e disciplina interna.
O Volume de Negócios da Teixeira Duarte situou-se nos 706 milhões de euros, uma redução de 9% comparativamente ao ano anterior, justificada pela fase dos projetos imobiliários no Brasil onde, conforme planeado, não ocorreram entregas.
Um dos pilares desta performance foi o setor da Construção, com destaque para a performance em Portugal e no Brasil, onde o EBITDA de 31 milhões de euros sinaliza um desempenho operacional robusto.
O ano de 2025 ficará marcado na história da Teixeira Duarte como o período de uma transformação financeira estrutural que devolveu o grupo ao terreno dos resultados positivos.
No que respeita à estrutura de capital, a Autonomia Financeira subiu para 12,1% (um aumento de 0,6 pontos percentuais face a 2024), reforçando a solidez patrimonial.
A Dívida Financeira Líquida foi reduzida para 496 milhões de euros, menos 147 milhões que no período homólogo, elevando a redução total do passivo bancário da Teixeira Duarte para mais de 1.600 milhões de euros desde a crise do subprime.
Finalmente, a Carteira de Encomendas da Construção cresceu 6,2% para 1.635 milhões de euros, aos quais se somam 162 milhões em adjudicações já em 2026, garantindo uma visibilidade sólida para o futuro.
Manuel Maria Calainho Teixeira Duarte, Presidente do Conselho de Administração, destaca no relatório e contas “o sucesso de uma operação de reequilíbrio financeiro sem precedentes”.
O “ponto de viragem” apontado pela administração prende-se com o Acordo de Refinanciamento celebrado em março de 2025, que cobriu cerca de 95% da dívida bancária. Esta operação permitiu uma redução drástica da Dívida Financeira Líquida, que caiu 147 milhões de euros num único ano, situando-se agora nos 496 milhões. Desde a crise do subprime, o grupo já conseguiu abater mais de 1.600 milhões de euros ao seu passivo bancário, um esforço que tem sido acompanhado pelo reforço consistente da solidez patrimonial, com a Autonomia Financeira a subir para 12,1%.
As perspetivas de futuro da construtora são igualmente animadoras. A Carteira de Encomendas na Construção cresceu 6,2%, atingindo os 1.635 milhões de euros, aos quais se somam novas adjudicações já em 2026. Entre os projetos de maior relevo, destaca-se a assinatura do contrato para a primeira fase da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, um investimento que deverá aportar cerca de 357 milhões de euros ao grupo em obras de engenharia especializada.
No que toca ao desempenho setorial, o ano de 2025 foi marcado pelo excelente desempenho da Construção em Portugal e no Brasil, apesar das dificuldades em certos mercados; o EBITDA de 31 milhões de euros, com uma margem de 7%, é um sinal claro do bom desempenho operacional do setor. Nas Concessões e Serviços, verificou-se uma estabilidade em Portugal e em Angola, mantendo o seu contributo recorrente para os resultados consolidados. Já a Imobiliária deu um contributo expressivo para o EBITDA, apesar da quebra natural do Volume de Negócios; a aposta na promoção imobiliária em Portugal e no Brasil mantém-se forte, com uma carteira de projetos que assegura o pipeline dos próximos anos.
No setor da Hotelaria, registou-se um crescimento assinalável, com o Volume de Negócios a subir 15,2% e o EBITDA a acompanhar esta tendência, sustentado pelo excelente desempenho das unidades em Angola. A Distribuição também cresceu 7,5% em Angola, reforçando os seus níveis de atividade, enquanto o setor Automóvel se revelou o mais pressionado, acompanhando os condicionamentos cambiais naquele mercado. Finalmente, 2025 ficou marcado por um acontecimento estruturante: em agosto, integrados no consórcio LusoLAV, assinámos o contrato de concessão da primeira fase da futura Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa, um projeto com forte componente de engenharia que representará para a Teixeira Duarte um contributo estimado de 357 milhões de euros.
Com o regresso ao PSI, o principal índice da bolsa portuguesa, em setembro de 2025, a Teixeira Duarte reitera o seu lugar de destaque no panorama económico nacional. Manuel Teixeira Duarte sublinha que a combinação de uma estrutura de capital otimizada, um pipeline de projetos diversificado e resultados líquidos robustos posiciona o grupo para um novo ciclo de crescimento e criação de valor para os seus acionistas.
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