1º de Maio: UGT critica pacote laboral que “retira direitos” mas mantém-se nas negociações
O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse, esta sexta-feira, durante celebrações do 1º de maio, que o pacote laboral “retira direitos aos trabalhadores”, mas admitiu que vão continuar na mesa de negociações.
“Este primeiro de maio tem uma particularidade que é a discussão do pacote laboral, que é um pacote que retira direitos aos trabalhadores e portanto é uma ameaça permanente se ele for aprovado na Assembleia da República e se mantiverem as mesmas traves mestras que o Governo nunca abdicou”, disse Mário Mourão, no Jamor.
Sobre a reunião de dia 7 de maio, o dirigente da UGT afirmou que: “Nós já temos todas as propostas feitas”. “As propostas foram apresentadas em devido tempo, quer as do Governo, quer as dos parceiros sociais e agora aquilo que está em cima da mesa é as tais traves mestras que o Governo vinha a insistir que não abdicaria”.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou em outubro de 2025 que o Governo não abdica das “traves mestras” na reforma da lei laboral.
Mário Mourão acrescentou ainda que “estamos sempre disponíveis, se querem fazer negociação é uma coisa, se querem impor é outra”. “Se querem impor a UGT não está virada para esse lado porque a UGT é uma central de diálogo e quando estamos à mesa queremos que haja parte a parte aproximações”, frisou.
“Não vamos desistir, vamos continuar sentados à mesa, quem quiser romper que rompa as negociações”, referiu.
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