GP Miami F1: As mudanças no regulamento que não foram aplicadas neste fim de semana
A FIA introduziu um conjunto de ajustes ao sistema de energia dos monolugares de Fórmula 1, numa série de ligeiras alterações que têm gerado alguma confusão desde a publicação do comunicado oficial.
Na transmissão da Sky Sports, Karun Chandhok explicou alguns pormenores que tinham ficado por entender depois da FIA ter publicado informação sobre as Unidades Motrizes.
2026 Miami Grand Prix – Power Unit InformationDescarregar
Ao contrário do que foi inicialmente interpretado, a alteração ao limite de energia, de 8 para 7 megajoules, não é uma redução permanente e universal. O que a FIA fez foi dar-se a si própria a opção de baixar esse valor em determinados circuitos, caso seja necessário. No Grande Prémio em questão, um traçado considerado “rico em energia” com várias zonas de travagem pronunciadas e oportunidades de recarga, o valor mantém-se nos 8 megajoules.
O Problema do “Super Clipping”
O fenómeno conhecido como super clipping, em que o carro perde velocidade, normalmente no final reta porque a bateria foi completamente descarregada e precisa de regenerar energia, causou perdas de velocidade significativas em alguns circuitos anteriores. Em pistas com mais oportunidades de regeneração, esse problema é menos acentuado, o que justifica manter os 8 MJ. E no treino pudemos ver que a redução de velocidade no final das retas era muito menos pronunciada.
O comunicado oficial da FIA gerou confusão ao afirmar que a energia disponível “passaria de 8 para 7 megajoules”, quando na realidade se tratava de uma opção e não de uma imposição imediata. Espera-se que os ajustes continuem nas próximas corridas, numa fase ainda de aprendizagem e calibração do novo regulamento.
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