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Época Balnear de 2026 arranca em Cascais e na Madeira num ano marcado pela erosão de areais com as tempestades

Época Balnear de 2026 arranca em Cascais e na Madeira num ano marcado pela erosão de areais com as tempestades

O Ministério do Ambiente e Energia anunciou o início oficial da época balnear de 2026 nesta sexta-feira, 1 de maio. O arranque ocorre no concelho de Cascais e em diversas praias da Região Autónoma da Madeira, marcando o começo de um processo de abertura faseado que se estenderá por todo o país.
Para este ano, Portugal identificou um total de 671 águas balneares, uma ligeira redução face às 673 registadas em 2025. A rede é composta por: 512 águas costeiras ou de transição e 159 águas interiores.
A distribuição regional mantém-se estável, com o Tejo e Oeste a liderar em número de praias (146), seguido pelo Norte (119), Algarve (109) e Centro (102). Alterações na Lista de Praias.
O inventário de 2026 traz novidades, com a entrada de duas novas águas balneares: Santo André (Póvoa do Varzim) e Cerejal (Góis).
Destaca-se também a reentrada da praia do Ilhéu de Vila Franca do Campo, nos Açores, após a melhoria da qualidade da água.
Em contrapartida, cinco praias saíram da lista oficial devido a preocupações de segurança, danos em infraestruturas e riscos de saúde pública: Ponte da Ranca (Vinhais) que tem falta de infraestruturas e baixa afluência; Pedras Negras (Marinha Grande) e Porto da Calada (Mafra) ambas por destruição de acessos e instabilidade de arribas causada por tempestades; a Lagoa da Ervedeira (Leiria) por alterações morfológicas e danos em infraestruturas; e Valongo/Breda (Mortágua) interditada por proliferação de cianobactérias.
Impacto dos Temporais de Inverno
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinhou que a época de 2026 é “particularmente exigente” devido aos severos temporais do inverno de 2025/2026, que causaram erosão significativa e perda de areais, especialmente no Norte e Centro.
Várias praias, como as de Moledo (Caminha), São João da Caparica (Almada) e Forte Novo e Garrão (Algarve), foram alvo de intervenções de emergência para garantir a segurança dos banhistas antes da abertura.
“Hoje, mais do que abrir praias, estamos a garantir segurança, confiança e proteção do nosso litoral”, afirmou a Ministra.
O Governo estabeleceu um calendário de abertura faseada e por isso as restantes praias do país abrirão de acordo com o seguinte cronograma: a15 de maio abrem as praias do Algarve; a 1 de junho abrem 137 praias no Tejo, Oeste e Sul; a 13 de junho abrem a maioria das praias no Norte e Centro.
“Nas águas interiores, o arranque distribui-se entre junho e julho, prolongando-se, na Região Autónoma da Madeira, até 31 de outubro”, segundo o comunicado.
O Ministério recomenda que os cidadãos utilizem a plataforma InfoÁgua para consultar dados atualizados sobre a qualidade da água e vigilância, reforçando o apelo para que frequentem apenas praias vigiadas.
A Ministra do Ambiente e Energia salienta ainda o facto de que “a época balnear de 2026 será marcada por uma gestão mais complexa do litoral, onde segurança, adaptação climática, comunicação pública e sustentabilidade financeira terão de caminhar juntas”.
“Também na região Centro, a devastação da floresta, as dificuldades de acesso e o risco acrescido de incêndios florestais constituem fatores de pressão adicionais”, sublinha o Ministério do Ambiente e Energia que recomenda que os banhistas frequentem sempre águas
balneares reconhecidas e com assistência de nadadores-salvadores.
Como a Ministra Maria da Graça Carvalho já sinalizou em 2024 e em 2025, “não se trata apenas de abrir praias — trata-se de proteger pessoas, território e assegurar confiança pública”.

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