Limite de idade condiciona prazos do crédito à habitação em Portugal
Bancos avaliam idade do mutuário no final do contrato, e não apenas no momento do pedido. Prazos máximos variam entre 35 e 40 anos, dependendo da idade do cliente.
A idade voltou a ganhar peso na concessão de crédito à habitação em Portugal. De acordo com as regras atualmente aplicadas pelo setor, a maioria dos bancos admite que o mutuário tenha, no máximo, cerca de 75 anos no final do contrato, o que significa que quanto mais tarde for pedido o empréstimo, menor tende a ser o prazo disponível para o pagar.
As orientações do Banco de Portugal estabelecem diferentes maturidades máximas consoante a idade do cliente. Para mutuários até 30 anos, o prazo pode chegar aos 40 anos. Entre os 30 e os 35 anos, a maturidade máxima recomendada desce para 37 anos. Já para clientes com mais de 35 anos, o prazo máximo é de 35 anos.
Na prática, a idade limite é calculada somando a idade do titular mais velho ao prazo do empréstimo. Por exemplo, um cliente que pretenda contratar um crédito a 30 anos terá, em regra, de o fazer até aos 45 anos se o banco considerar os 75 anos como idade máxima no termo do contrato. Quando existem dois titulares, é considerada a idade do mais velho.
A idade do titular é um dos fatores que mais influencia o prazo do crédito à habitação e, por consequência, o valor da prestação mensal. Por isso, recorrer a um simulador de crédito habitação pode ajudar a perceber de que forma a idade, em conjunto com o rendimento disponível, condiciona o montante financiável e o prazo de reembolso.
Pedir financiamento numa fase mais avançada da vida pode aumentar a prestação mensal, uma vez que o prazo de reembolso é mais curto. Ainda assim, um prazo menor também reduz o período durante o qual são pagos juros, podendo baixar o custo total do crédito. O impacto final dependerá da taxa de esforço, do rendimento disponível, do valor de entrada e das garantias apresentadas.
Além da idade, os bancos avaliam outros fatores, como o rácio entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel, conhecido como LTV. As regras apontam para limites de 80% em alguns créditos hipotecários, 90% na aquisição ou construção de habitação própria e permanente, e até 100% em situações específicas, incluindo operações abrangidas por garantia pública.
Especialistas recomendam que os consumidores analisem não apenas a taxa de juro, mas também indicadores como a TAEG e o MTIC, que refletem os encargos totais do financiamento. A escolha entre taxa fixa, variável ou mista, bem como a contratação de seguros e outros produtos associados, pode também alterar de forma significativa o custo final do crédito.
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