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Conflito no Médio Oriente continua a dominar receios dos investidores

Conflito no Médio Oriente continua a dominar receios dos investidores

O conflito no Médio Oriente continua a ser uma das principais preocupações dos investidores no início do mês de maio.
A sessão de segunda-feira ficou marcada pelas interceções de mísseis pelos Emirados e pelo disparo do Irão contra navios norte-americanos. Estes movimentos colocam em risco o cessar-fogo entre os dois países, numa altura em que o presidente norte-americano avalia a proposta de paz do Teerão.
Apesar destes confrontos, Trump afirmou que conseguiu que dois navios passassem pelos Estreito de Ormuz, o que baixou ligeiramente os ganhos do petróleo, que ainda continua a ser negociado acima dos 100 dólares.
Para os analistas de mercados do Bankinter, “o passar do tempo até agora tinha jogado contra o Irão, mas pode começar a ser ao contrário, porque as eleições americanas de médio mandato serão a 3 de novembro, portanto, Trump aspirará ter este assunto resolvido, o mais tardar, em setembro. Ainda faltam cinco meses… mas são apenas cinco meses para conseguir fechar um acordo sobre Ormuz e que o petróleo comece a baixar o preço, aliviando a pressão sobre a inflação e, por extensão, sobre os bancos centrais”.
O conflito, que já dura há dois meses, tem sido acompanhado, nas últimas semanas, pela divulgação dos resultados trimestrais, que têm conseguido sustentar alguns dos ganhos que se têm sentido.
“Assim, o petróleo continuará a ser o “fator de tensão”, enquanto os bons resultados o “fator de estímulo”. Ambos são quase as únicas situações importantes”, apontam os analistas.
Esta terça-feira a publicação de resultados empresariais continua, com a AMD, Unicredit, Sabadell, Ferrari, Paypal, Pfizer, Leonardo e AXA.

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