Telpark fecha 2025 com receitas de 231,1 milhões e EBITDA recorde de 119 milhões
A Telpark, empresa de mobilidade urbana e estacionamento em Portugal e Espanha, encerrou 2025 com receitas ajustadas de 231,1 milhões de euros, um aumento de 9,4% face a 2024. O EBITDA ajustado atingiu um novo máximo histórico de 119,0 milhões de euros, mais 10,9% do que no ano anterior, elevando a margem para 51,5% contra 50,8% registados em 2024.
Em termos comparáveis, o crescimento like-for-like fixou-se nos 5,9%, o que a empresa atribui à solidez da estratégia comercial e à expansão do portefólio.
“O ano de 2025 representa a confirmação da nossa aposta na digitalização, na estratégia comercial e na expansão. Para além de voltarmos a alcançar um EBITDA recorde, registámos um crescimento sólido, tanto orgânico como inorgânico, reforçando o nosso portefólio em Off-Street e On-Street”, afirmou Iñigo Duque, Chief Financial Officer da Telpark. O gestor destacou ainda o avanço “consistente na mobilidade elétrica, onde já somos um player de referência na Península Ibérica”.
A divisão Off-Street foi o principal motor de crescimento, com receitas de 164,8 milhões de euros, uma subida de 12,4%. O resultado reflete o impacto de ativações comerciais em janeiro e setembro e a integração de aquisições anteriores, com destaque para a carteira de ativos da Isolux, segundo comunicado.
Durante 2025, a Telpark investiu cerca de 70 milhões de euros na expansão e melhoria de ativos estratégicos. Entre as operações mais relevantes estão os novos contratos na Plaza del Carmen, em Madrid, e JJ Domine, em Valência, além das renovações em Serrano (Madrid), Puerto de Torrevieja (Alicante) e Río Hortega (Valladolid).
Já o segmento On-Street faturou 66,3 milhões de euros, crescendo 2,7% — 3,7% em termos comparáveis. A empresa renovou o contrato de estacionamento regulado em Fuengirola e garantiu novas concessões em Cudillero, Calonge, L’Ametlla e Matalascañas, onde implementou pela primeira vez estacionamento regulado.
No final de 2025, a Telpark geria 320.300 lugares de estacionamento em Espanha, Portugal e Andorra. A vida média das concessões é de 28 anos no Off-Street e 4 anos no On-Street. No âmbito do foco no mercado ibérico, a companhia vendeu a operação na Turquia.
A empresa diz que a digitalização continua a ganhar peso nos resultados. A penetração digital atingiu 20,3% das receitas de rotação do Off-Street, com as receitas digitais a subirem cerca de 34%. A app da Telpark consolida-se como a principal plataforma de pagamento de estacionamento na região, ultrapassando 6,1 milhões de utilizadores registados.
Na mobilidade elétrica, a empresa encerrou o ano com 1.442 pontos de carregamento próprios instalados. Apesar de representarem ainda cerca de 2% das vendas de Off-Street, a infraestrutura prepara a Telpark para responder ao aumento da procura por soluções elétricas.
Com os resultados de 2025, a Telpark diz que reforça a posição de liderança no setor de mobilidade urbana na Península Ibérica, combinando crescimento orgânico, aquisições estratégicas e forte investimento em digitalização.
Em 2025, os principais indicadores revelam que as receitas atingiram os 231,1 milhões de euros (um crescimento de 9,4%), enquanto o EBITDA ajustado situou-se nos 119,0 milhões de euros (uma subida de 10,9%), resultando numa margem EBITDA de 51,5%. O Capex total cifrou-se em 81,9 milhões de euros, a alavancagem fixou-se em 6,4x dívida líquida / LTM PF EBITDA e o total de lugares alcançou os 320.300.
Recorde-se que o fundo australiano da Macquarie Asset Management, que em 2017 adquiriu o antigo negócio de parques de estacionamento da Ferrovial arrancou com o processo formal de venda da Empark, operadora de parques de estacionamento ibérica que em Portugal opera sob a designação Telpark, no fim do ano passado.
Segundo notícias entretanto divulgadas os fundos de private equity EQT, KKR, Partners Group e Stonepeak estão interessados em comprar a Empark, operadora de parques de estacionamento ibérica que em Portugal opera sob a designação Telpark..
A Empark gere uma carteira de mais de 300 parques de estacionamento em Portugal, Espanha e Turquia.
O jornal espanhol Expansión avançou que os fundos EQT, KKR e Partners preparam ofertas de 2.000 milhões de euros pela Empark e acrescenta que a Stonepeak também está entre os interessados.
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