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BCP com lucros de 305,8 milhões no primeiro trimestre a subirem 25%

BCP com lucros de 305,8 milhões no primeiro trimestre a subirem 25%

O BCP registou lucros de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre a subirem 25% o que traduz um ROE de 15,9% (em ROTE fixa-se em 16,6%). Com o resultado em Portugal fixou-se em 265,4 milhões, crescendo 21,2%.
Segundo a apresentação do BCP este avanço é sustentado por um aumento dos proveitos core (+3,7%) e por uma gestão rigorosa do risco, com redução significativa das imparidades e provisões (-22,6%).
O CEO do BCP, Miguel Maya, anunciou em conferência de imprensa que recebeu a permissão por parte das autoridades competentes à proposta de recompra de ações equivalente a 40% (407,5 milhões) do resultado líquido anual de 2025.

Ainda na conta de resultados o resultado líquido das operações internacionais registou um crescimento de 65,0% no primeiro trimestre de 2026, atingindo 77,71 milhões de euros, face aos 47,11 milhões de euros apurados no mesmo período de 2025.

Para este desempenho contribuiu de forma decisiva o Bank Millennium, que apresentou um resultado líquido de 71,21 milhões de euros, traduzindo uma subida de 67,8% em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, revela Miguel Maya, CEO do BCP que está esta quarta-feira a apresentar os resultados do primeiro trimestre. Esta evolução positiva reflete, em grande medida, a redução de 61% nos encargos associados à carteira de créditos hipotecários denominados em francos suíços (CHF), que totalizaram 50,1 milhões de euros nos primeiros três meses do ano.
Na conta de resultados destaque para a subida da receita da margem de juros nas contas consolidadas (+2,4%) ascendo a 738,4 milhões de euros.
A taxa de margem redução de 2% para 2,86%. Em Portugal a margem subiu 9,8% para 357,7 milhões (a taxa de margem sobe de 2,12% para 2,20%).
Em comissões o banco registou um aumento de +8,2% para 218 milhões
O Grupo BCP diz que mantém ainda sólidos rácios de capital, com um CET1 de 15,1% e um rácio de capital total de 19,3%, já após a dedução do valor máximo de distribuição aos acionistas relativo ao resultado líquido de 2025. Esta distribuição contempla uma repartição de 50% sob a forma de dividendos, no montante de 509,3 milhões de euros, e de 40% através de recompra de ações próprias, equivalente a 407,5 milhões de euros.
Os indicadores de liquidez permanecem significativamente acima dos limites regulamentares, com um rácio LCR de 319%, NSFR de 179% e Loan-to-Deposit (LtD) de 68%. Os ativos disponíveis para financiamento junto do Banco Central Europeu ascendem a 30 mil milhões de euros.
A atividade comercial também registou uma evolução positiva. O crédito a clientes no Grupo aumentou 7,2% em termos homólogos, para 63,4 mil milhões de euros, enquanto os recursos totais de clientes cresceram 7,9%, para 112,8 mil milhões de euros. Em Portugal, o crédito a clientes subiu 9,6% e os recursos totais aumentaram 6,3%. Já o crédito a empresas no Bank Millennium registou um crescimento expressivo de 26,5%.
A qualidade dos ativos evidenciou melhorias, com uma redução de 238 milhões de euros nos ativos não produtivos (NPE) face a março de 2025. O custo do risco no Grupo fixou-se em 35 pontos base no primeiro trimestre de 2026, abaixo dos 38 pontos base registados no período homólogo. Em Portugal, manteve-se estável em 33 pontos base.
Por fim, a base de clientes continua a crescer, com os clientes ativos a aumentarem 5% para 7,4 milhões. Os clientes mobile registaram um crescimento de 8%, representando já 75% da base total de clientes em março de 2026.
 

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