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CIP cede em toda a linha à UGT e quer redução de impostos

CIP cede em toda a linha à UGT e quer redução de impostos

Armindo Monteiro, presidente da CIP, anunciou esta quarta-feira que vai ceder em toda a linha à UGT, aceitando as propostas da central sindical no outsourcing, na reintegração de trabalhadores despedidos de forma ilícita, no banco de horas individual, na formação contínua e nas questões de arbitragem, algumas das matérias que bloqueavam um acordo para alterar o Código de Trabalho.
Mais: propõe que o pagamento de um 15º mês seja verdadeiramente isento de IRS e TSU; que se isente 50% de IRS no trabalho extraordinário e por turnos; e que o que resulta dessa isenção de IRS e TSU seja canalizado para um fundo complementar (“não serve para substituir o que existe”) que beneficiará uma conta individual desse trabalhador.
Estas medidas de aumento de rendimentos não constituem uma condição, não é uma moeda de troca, mas a CIP gostaria de contar com o apoio da UGT neste capítulo.
“Não é atirar a toalha ao chão nem capitulação”, assegura Armindo Monteiro. Por que razão então assume essas posições agora? “Houve um partido que propôs apoiar as alterações [ao Código de Trabalho] com uma proposta que é perigosíssima”, referindo-se à ideia lançada pelo Chega de reduzir a idade de reforma para aceitar o pacote laboral do Governo.
O líder da CIP está convencido de que a UGT tem agora condições para aceitar o acordo e diz mesmo que “seria interessante que a UGT e a CGTP pudessem submeter um documento conjunto” com as entidades patronais.
Mas e o executivo, vai aceitar? “O Governo não pode ser contra a posição maioritária da Concertação Social. É pouco provável” que contrarie uma posição conjunta, acredita Armindo Monteiro, acrescentando que tem visto na ministra do Trabalho uma “procura de consensos”.
“Falta ridiculamente pouco” para se chegar a um acordo, afirma o líder da CIP. “O país não entenderia que faltando tao ridiculamente pouco não fizéssemos este esforço, como estamos a fazer”, diz ainda.
Em todo o caso, o presidente da CIP continua a defender as medidas que estavam em cima da mesa, garantindo que não era uma afronta aos trabalhadores. “Não queremos e não vamos tirar direitos ou dignidade aos trabalhadores,  não somos ayatollahs do despedimento, somos pela paz social”, garante. A proposta atual “não tem trabalho gratuito, não tem trabalho a mais, não tem redução de direitos sindicais”, mas a CIP acabou por ceder na sequência de “discursos panfletários no Parlamento”.
 

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