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“Com a TAP, vamos ser tão fortes” como rivais na América do Sul, defende Lufthansa

“Com a TAP, vamos ser tão fortes” como rivais na América do Sul, defende Lufthansa

A Lufthansa acredita que a compra da TAP vai permitir à companhia alemã atingir os níveis dos rivais europeus na América do Sul.
“Acredito que vamos estar numa posição ideal com a TAP na América do Sul. Somos o grupo europeu mais pequeno em relação à América do Sul. Com a TAP, vamos ser tão fortes como os outros”, disse esta quarta-feira o presidente-executivo da companhia aérea Carsten Spohr.
O negócio na América do Sul “está ótimo”, afirmou, destacando o Brasil “onde existe muita população” e juntando as marcas Swiss, Lufthansa e TAP “vamos ficar com uma posição muito forte”.
Deixou também a garantia: “o nosso interesse na TAP não mudou”.
O gestor revelou que o chanceler alemão Friedrich Merz esteve reunido com o primeiro-ministro Luís Montenegro onde falaram no “potencial entre Portugal e a Alemanha”.
Além do interesse na TAP, a companhia também vai abrir uma unidade de manutenção e reparação em Santa Maria da Feira, um investimento de 300 milhões de euros, mais uma escola de pilotos para a Força Aérea alemã.
“Portugal é um parceiro potencial muito importante. A crise não vai durar para sempre e a nossa orientação estratégica e as prioridades foram definidas. Vamos dar o próximo passo.
“Estamos igualmente expectantes quanto à próxima etapa e às etapas subsequentes que se apresentam à nossa frente”, rematou o líder da Lufthansa.
Lufthansa vê fatura com combustíveis a subir, mas prevê vender mais viagens
A Lufthansa vai pagar mais 1,7 mil milhões de euros este ano em combustível para aviões com a subida do preço do jet-fuel devido à guerra no Médio Oriente.
A companhia alemã registou uma perda operacional de 612 milhões de euros no primeiro trimestre, melhor face à perda de 722 milhões registada há um ano.
A sua previsão para este ano manteve-se inalterada, com um lucro operacional de quase 2 mil milhões de euros.
O grupo espera “aliviar este fardo financeiro nos próximos trimestres através do aumento das receitas com a venda de bilhetes, otimização do planeamento da rede e mais medidas de redução de custos”.
O conflito no Médio Oriente está também a provocar um aumento da procura com os viajantes a recorrerem mais aos hubs da Lufthansa.
“Estamos resilientes na nossa capacidade de absorver estes impactos”, disse o CEO Carsten Spohr em comunicado.
A Bernstein considera que muita da resiliência da Lufthansa vem das suas “grandes” margens, mas o analista Alex Irving diz manter a cautela, pois a visibilidade para as margens dos dois últimos trimestres ainda não é total.
Já a concorrente Air France-KLM ajustou a sua perspetiva para o resto do ano com os preços muito elevados de combustível.
O ‘outlook’ mantém-se desde que não haja falta de combustível ou mais greves na companhia aérea.
Os sindicatos dos tripulantes e dos pilotos realizaram greves em abril.
A Lufthansa tem a meta de aumentar as suas margens de lucro de 8% para 10% entre 2028 e 2030. A companhia já eliminou 20 mil voos este verão para limitar a capacidade perante receios de escassez de combustível.

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