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Jerónimo Martins vê lucro descer 6,8% no primeiro trimestre

Jerónimo Martins vê lucro descer 6,8% no primeiro trimestre

O grupo Jerónimo Martins viu o seu lucro descer 6,8% no primeiro trimestre do ano, face ao período homólogo, para 119 milhões de euros. Já as vendas registaram um aumento de 6,3% para 8,9 mil milhões de euros.
Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o retalhista atribuiu a descida dos lucros aos “aos efeitos, no trimestre, dos juros e das diferenças cambiais apurados com a capitalização das rendas”.
“Os acontecimentos geopolíticos registados no primeiro trimestre do ano agravaram os níveis de incerteza enfrentados pelas empresas e pelos consumidores”, lê-se em comunicado.
A dona do Pingo Doce refere ainda que os consumidores mantiveram-se “prudentes” perante um cenário de incerta e privilegiaram os “preços baixos e promoções”.
“No início de 2026, o rápido agravamento do contexto geopolítico aumentou ainda mais os níveis de incerteza, com impacto no comportamento dos consumidores. A escalada do conflito no Médio Oriente refletiu-se na volatilidade do preço do petróleo, com efeitos imediatos e substanciais no preço dos combustíveis e, talvez ainda mais preocupante, na acentuada subida do preço dos fertilizantes, introduzindo pressão acrescida nos custos do próximo ciclo de produção alimentar que agora se inicia”, afirma Pedro Soares dos Santos, presidente e CEO da Jerónimo Martins.
O grupo registou um EBITDA de 572 milhões de euros, um valor que representa um aumento de 8,4% face ao período homólogo.
Em Portugal, o Pingo Doce aumentou as suas vendas em 7,5% para 1,3 mil milhões de euros, enquanto no Recheio as vendas subiram 3,3% para 312 milhões de euros.
Já na Polónia, a Biedronka viu as vendas crescer 3,6% para 6,2 mil milhões de euros e a Hebe registou um aumento de 2,5%. Na Colômbia, a Ara apresentou um crescimento de 21,2% nas vendas.

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