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Didier Clément e o futuro da Lancia Corse HF: “conversamos com a FIA, mas é cedo, não há nada decidido”

Didier Clément e o futuro da Lancia Corse HF: “conversamos com a FIA, mas é cedo, não há nada decidido”

Didier Clément, Diretor da Lancia Corse HF e responsável pelo departamento de competição de clientes da Stellantis Motorsport, tem mantido uma postura de cautela estratégica e otimismo condicional sobre o futuro da Lancia no topo do rali mundial.
Para já o foco é total no WRC2 e Rally2, Clément tem sido claro ao afirmar que o regresso da Lancia ao WRC através da categoria WRC2 (com o novo Ypsilon Rally2 HF Integrale) é o passo fundamental para reconstruir a cultura de ralisda marca. Para ele, entrar no WRC2 em 2026 permite à Lancia criar uma base técnica sólida sem os custos astronómicos dos atuais carros Rally, desenvolver o carro de forma competitiva (como demonstrado pelas vitórias em troços no Monte Carlo 2026 e a vitória no WRC2 na Croácia 2026) e reestabelecer a ligação emocional com os fãs antes de um eventual “salto maior”.
Relativamente às novas regulamentações de 2027 (WRC27), Clément afirmou que a Stellantis e a Lancia estão a acompanhar de perto as decisões da FIA, têm conversado, mas não há quaisquer decisões tomadas.
Quando se fala do novo WRC27, no que à Lancia diz respeito, isso não significa que, se a Lancia decidir lançar-se para os novos WRC27, isso suceda… em 2027. Se a Stellantis e a Lancia decidirem avançar, será lá mais para a frente.
AutoSport: O que nos pode dizer sobre os planos da Lancia para 2027?
Didier Clement: “Absolutamente nada. Porque, na verdade, neste momento estamos focados na temporada atual e, claro, temos muitas conversas com a FIA e com o promotor, mas é definitivamente cedo demais. Veremos.
É, sem dúvida, uma decisão estratégica para a Lancia. E eu diria que, neste momento, ainda não há nada decidido, de todo.”
AS: Sente que a Lancia continua a inspirar paixão entre os fãs do WRC? Porquê?
DC: “A Lancia é uma das marcas mais icónicas do WRC, com um passado glorioso com o Fulvia, o Stratos, o 037, o S4 e também o Delta Integrale, com tantos títulos, tantas vitórias e tantos pilotos icónicos.
Acredito que os fãs mais antigos recordam todas as boas histórias e os fãs mais jovens, com este regresso ao WRC2, vão passar a conhecer [esse legado]. Penso que é uma marca emocional para o WRC2.”
AS: Quando se começou a falar sobre a possibilidade de a Lancia regressar ao WRC, houve um grande “ruído” nos media, nas redes sociais e entre os fãs. Foi uma surpresa para os responsáveis da Stellantis que tantas pessoas ainda se lembrem do que a Lancia fez há 40 anos?
DC: “Não, não é uma surpresa para nós, porque sabemos que a Lancia é uma marca icónica e incrível no desporto. E sabíamos que o regresso da Lancia nesta categoria seria uma oportunidade fantástica para os fãs… Mas, para o Grupo Stellantis, esta é definitivamente uma decisão estratégica, não é uma decisão emocional por parte da administração.”
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