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João Ferreira preparou Mundial de TT na Argentina… no Rali de Serpa, que venceu

João Ferreira preparou Mundial de TT na Argentina… no Rali de Serpa, que venceu

João Ferreira venceu o Rally Flor do Alentejo-Cidade de Serpa 2026 à geral na sua estreia competitiva ao volante de um carro de ralis Rally2, num fim de semana pensado sobretudo como teste de adaptação antes da próxima ronda do campeonato do mundo de todo-o-terreno, na Argentina. Em parceria com António Costa e a equipa ARC Sport, o piloto português cumpriu o objetivo principal de ganhar ritmo competitivo e ainda assinou um desfecho perfeito: venceu todos os troços da prova.
Estreia com vitória
A presença em Serpa serviu, acima de tudo, para João Ferreira experimentar uma nova disciplina e ganhar quilómetros num carro de ralis, após um percurso construído sobretudo no todo-o-terreno. No final, o balanço foi mais do que positivo: o piloto destacou a aprendizagem, a adaptação às notas e a evolução “quilómetro a quilómetro”, sublinhando que o principal objetivo era recuperar ritmo antes da Argentina.
“Foi um fim de semana de aprendizagem para mim”, disse Ferreira, acrescentando que a prioridade estava em manter a rotação competitiva e preparar a próxima etapa internacional. O piloto admitiu que a experiência foi exigente, mas frisou que saiu da prova “muito divertido” e com a sensação de trabalho cumprido.
Adaptação rápida ao Rally2
Durante o teste realizado nos arredores de Serpa, João Ferreira mostrou dificuldades naturais numa fase inicial, sobretudo na leitura das notas e na adaptação ao comportamento do carro, muito diferente do todo-o-terreno.
A equipa foi ajustando afinações e ritmo ao longo do dia, com o piloto a reconhecer que precisava de ganhar confiança nas curvas de velocidade média e alta.
António Costa, navegador com larga experiência em ralis, destacou precisamente essa evolução. No seu entender, a rapidez do piloto ficou evidente desde cedo e confirmou o potencial de Ferreira para este tipo de carro. “O João provou que é um piloto rapidíssimo”, afirmou, acrescentando que o desempenho superou as expectativas logo na primeira abordagem.
Uma aposta com futuro
O próprio navegador foi mais longe e admitiu que a equipa acredita no valor da experiência, mesmo sem colocar metas absolutas para já. “Teremos alguém rápido, seguramente”, disse, referindo-se ao potencial competitivo da dupla e à possibilidade de Ferreira vir a afirmar-se também nos ralis.
Vitória plena em Serpa
A prova acabou por confirmar esse crescimento. Ferreira e Costa impuseram-se em todos os troços e fecharam o rali com uma vantagem confortável, deixando uma forte impressão entre os presentes e dentro da própria equipa. O piloto resumiu o desfecho como a conjugação perfeita entre aprendizagem e resultado: um teste útil, uma adaptação bem-sucedida e uma vitória que reforça a confiança para os desafios seguintes.
“Vencemos todos os troços, que é a cereja no topo do bolo”, afirmou João Ferreira, numa declaração que espelha bem o simbolismo do triunfo: o fim de semana foi pensado para preparar a Argentina, mas acabou por produzir um resultado à altura de uma estreia de alto risco.
Preparação para a Argentina
A ligação entre Serpa e a Argentina foi assumida desde o início. O piloto explicou que esta participação tinha como objectivo principal manter o ritmo para o Mundial de todo-o-terreno, numa fase do calendário em que os intervalos longos entre provas tornam qualquer competição adicional útil para afinar reacções e consistência.
Essa lógica foi reforçada no final do rali, quando Ferreira explicou que agora o foco passa a ser o descanso, a análise do trabalho feito e a continuação da preparação antes da deslocação ao Sul da América. A participação em Serpa, ainda que fora do contexto habitual, acabou por funcionar como um teste bem-sucedido de transição entre disciplinas.
Um nome a acompanhar
A vitória em Serpa acrescenta mais um capítulo a um piloto já destacado no todo-o-terreno, mas que continua a explorar terrenos novos com ambição e rapidez de adaptação. Em Portugal, a estreia deixou sinais claros de competitividade; para a equipa, confirmou que a experiência tinha fundamento; e para o próprio João Ferreira, consolidou a ideia de que a passagem pelos ralis pode ser mais do que um exercício pontual.
No fim de contas, a estreia no Rally2 não foi apenas uma experiência. Foi uma vitória, uma lição e uma afirmação — tudo no mesmo fim de semana.

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