Seguro avisa em Itália: Democracias enfrentam pressões internas “sem precedentes”
O Presidente da República participou, esta quinta-feira, enquanto orador principal, na Cerimónia de Celebração do 50.º aniversário do Instituto Universitário Europeu, em Florença, Itália.
No seu discurso, António José Seguro sublinhou que “a guerra regressou ao solo europeu com a agressão russa à Ucrânia”. “É uma violação flagrante do direito internacional e um alerta de que a paz não é um dado adquirido. Ao contrário, revela que a paz é uma conquista frágil, que nos exige vigilância, determinação e, acima de tudo, vontade coletiva de a defender”, frisou.
“As democracias enfrentam pressões internas sem precedente nas últimas décadas. Deparamo-nos com a desinformação como arma política, a erosão da confiança nas instituições e com o crescimento de movimentos que instrumentalizam o descontentamento para minar os fundamentos do Estado de direito democrático”, referiu o chefe de Estado.
Segundo o Presidente “uma visão romântica talvez nos diga que a paz é um estado permanente da natureza. Não é verdade. A paz é uma conquista permanente”.
“A Europa é disso exemplo, pois nasceu dos escombros de uma das maiores tragédias humanas com cinquenta milhões de mortos, cidades em cinzas, famílias destroçadas e um continente que se destruiu a si próprio duas vezes em menos de trinta anos”, afirmou.
António José Seguro disse ainda que de forma a preservar a paz, “a Europa tem de percorrer quatro caminhos em simultâneo: salvaguardar a democracia como fundamento irrenunciável da vida em comum; aprofundar a integração política como garantia de solidariedade entre os seus povos; construir autonomia estratégica como expressão de soberania e responsabilidade no mundo; e estabelecer uma cultura política de confiança como condição de êxito dos anteriores”.
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