A carregar agora

CGD com lucros de 397 milhões no primeiro trimestre a subirem 1,1%

CGD com lucros de 397 milhões no primeiro trimestre a subirem 1,1%

Os resultados consolidados do primeiro trimestre da Caixa Geral de Depósitos ascenderam a 397 milhões de euros, o que traduz uma subida de apenas 1,1% face a março de 2025. A rentabilidade medida pelo ROE fixou-se em 22,0% (menos 2 pontos percentuais que um ano antes).
A atividade doméstica contribuiu com 348 milhões de euros (-2,5% face a março de 2025 por causa da queda da margem financeira) para o resultado líquido consolidado, enquanto a atividade internacional acrescentou cerca de 49 milhões de euros. No conjunto das operações externas, destacaram‑se o BCI em Moçambique, que contribuiu com 24
milhões de euros, o BNU Macau, com 13 milhões de euros e o BCG Angola, com 5 milhões de euros.
As comissões cresceram 3,8% num ano, para 190 milhões de euros, o que parcialmente compensou a queda de 3,1% da margem financeira para 616 milhões de euros. O produto bancário caiu 5,1% para 778,4 milhões de euros. Mas a CGD foi espartana em custos que caíram 0,4% para 307 milhões de euros.
O cost-to-income no fim de março era de 39,1% e o recorrente fixou-se em 31,9%, um dos melhores rácios da banca europeia, enquanto os custos operacionais permaneceram praticamente estáveis.
O resultado foi sustentado por um forte aumento do volume de negócios e pela expansão da atividade comercial.
Apesar da pressão sobre as margens provocada pela redução das taxas de juro, a CGD conseguiu manter uma margem financeira robusta de 616 milhões de euros. Embora este valor represente uma contração de 20 milhões de euros (-3%) face ao primeiro trimestre de 2025, o banco compensou esta evolução com um forte crescimento do volume de negócios, que aumentou cerca de 3 mil milhões de euros em Portugal.
O banco liderado por Paulo Macedo registou um crescimento de cerca de 3 mil milhões de euros no volume de negócios em Portugal apenas nos primeiros três meses do ano. Desse total, 1,7 mil milhões de euros resultaram do aumento da carteira de crédito e 1,1 mil milhões do reforço dos recursos de clientes.
A Caixa destacou-se sobretudo no financiamento à economia, registando o maior crescimento trimestral do crédito em Portugal. A carteira de crédito a clientes aumentou 1,7 mil milhões de euros no mercado nacional, com especial destaque para as empresas e institucionais (+852 milhões de euros) e para o crédito à habitação (+835 milhões de euros).
Na habitação, a CGD reforçou a liderança de mercado ao atingir uma produção de novo crédito de cerca de 1,6 mil milhões de euros no trimestre, um salto de 41% face ao período homólogo. Só em março, a produção ultrapassou os 600 milhões de euros, o valor mensal mais elevado de sempre. O banco financiou ainda uma em cada três operações de jovens abrangidos pela garantia pública do Estado para compra da primeira casa.
Também no segmento empresarial, a Caixa acelerou a concessão de crédito, com novo financiamento ao investimento a atingir 2,2 mil milhões de euros, mais 65% do que há um ano. Agricultura, indústria transformadora, construção, comércio e turismo estiveram entre os setores com crescimento acima da média do mercado.
Ao mesmo tempo, o banco reforçou a qualidade dos ativos. O rácio de crédito malparado (NPL) caiu para um novo mínimo histórico de 1,38%, mantendo uma cobertura de 182% com colaterais. A exposição a ativos não core – NPL, imóveis e fundos de reestruturação – registou uma redução de –118 milhões de euros face ao período homólogo.
Já o rácios de capital permaneceram acima dos 21%, mesmo após a dedução do maior dividendo de sempre pago pela banca portuguesa: 1.250 milhões de euros ao Estado.
Os rácios de capital CET1 é de em 21,2%, mesmo após a dedução do maior dividendo da história da banca portuguesa (1.250 milhões de euros a pagar em 2026).

Share this content:

Publicar comentário