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CGD diz que vai desencadear procedimentos para cotar o BCI na Bolsa de Maputo

CGD diz que vai desencadear procedimentos para cotar o BCI na Bolsa de Maputo

O grupo português Caixa Geral de Depósitos, que lidera o Banco Comercial de Investimentos (BCI), maior banco de Moçambique, confirmou na conferência de imprensa de apresentação de resultados trimestrais que há intenção de cotar o banco moçambicano em bolsa.
Paulo Macedo, CEO da CGD, disse que “têm a intenção de cotar o BCI na Bolsa de Maputo. É uma oportunidade que tem o apoio das autoridades. Mas é preciso ver se essa intenção corresponde a uma procura de mercado”.
“Nós temos a intenção, já há algum tempo, de cotar o barco na bolsa de Maputo. Achamos que agora é uma boa oportunidade em termos daquilo que é a intenção dos acionistas, é preciso que essa oportunidade também corresponda àquilo que será a procura do mercado”, referiu Paulo Macedo.
Recorde-se que o BCI é detido em 61,5% pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pelo BPI em 35,67%. Em Dezembro de 2017 a estrutura acionista do BCI foi alterada com a saída do Grupo INSITEC. A participação da CGD passou para 61,50% e a do Grupo BPI passou para 35,67%.
A Caixa Participações (Grupo CGD) tem 51% e a Caixa Geral de Depósitos (Direto) tem 10,51%.
Paulo Macedo explicou que “vão ser iniciados os procedimentos, nomeadamente a avaliação do BCI”, no sentido de avançar com a operação de entrada em bolsa (IPO – Oferta Pública Inicial). Mas ainda não há nenhuma decisão.
Sobre que percentagem será abrangida no IPO quem vende o quê, Paulo Macedo explicou que “quem vende o quê estará dependente daquilo que o mercado absorve, e estará dependente daquilo que os acionistas apoiarem.  Ou seja, se não estamos nessa fase ainda, nem sequer o banco ainda está avaliado. Portanto, vão ser iniciados os procedimentos e depois veremos se, de facto, há condições ou não para o banco poder vir a ser cotado conforme os nossos desejos”.
Paulo Macedo diz sobre o BCI que “independentemente de alienar alguma coisa ou não, é para [a CGD] manter a maioria do capital desde que seja essa a vontade das autoridade moçambicanas”.
Recorde-se que no primeiro trimestre de 2025, a CGD registou um reforço das provisões e imparidades, justificado pelo reconhecimento de riscos relacionados com a dívida soberana de Moçambique. Esta postura prudente refletiu o impacto de revisões em baixa do rating da dívida soberana por agências como a S&P.
Sobre venda do Banco Caixa Geral Brasil, Paulo Macedo rejeitou “notícias plantadas” sobre candidatos à frente na corrida ou valores, em resposta à notícia de que o Nu Bank estaria à frente. “Nenhum banco está à frente, estamos a cumprir o calendário definido no Conselho de Ministros, as propostas vinculativas serão entregues a 3 de junho, só nessa altura saberemos valores e propostas”.
 

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