Economia dos EUA cria 115 mil empregos em abril e taxa de desemprego mantém-se estável
A economia norte-americana criou 115 mil postos de trabalho em abril, superando largamente a estimativa de consenso dos economistas, que apontavam para cerca de 65 mil vagas. A taxa de desemprego manteve-se nos 4,3%, anunciou esta sexta-feira o Departamento do Trabalho dos EUA.
Isto significa que mesmo com o choque energético provocado pela guerra do Irão, os empregadores continuaram a contratar, sinalizando resiliência do mercado de trabalho americano.
A manutenção do ritmo de contratações ocorre num contexto de pressão inflacionária crescente, com o indicador preferido da Reserva Federal para medir a inflação a atingir o nível mais elevado em quase três anos.
Recorde-se que o Bureau of Labor Statistics reviu em alta os números de março: foram criados 185 mil empregos, mais 7 mil do que a primeira leitura. Já fevereiro sofreu uma revisão em baixa de 23 mil vagas, totalizando uma perda de 156 mil empregos naquele mês.
Implicações para a política monetária
O relatório surge num momento crítico para a Reserva Federal, que se prepara para uma mudança de liderança e enfrenta o maior nível de divergência interna desde 1992. Na última reunião, quatro membros do comité de política monetária votaram contra a decisão — três opuseram-se especificamente à formulação que abria espaço para futuros cortes de juros.
O desempenho do mercado de trabalho é agora peça central no debate. Dados mais fracos reforçam o argumento dos que defendem um corte nas taxas diretoras. Já a robustez atual dá margem à Fed para manter os juros inalterados ou até ponderar novas subidas, caso a inflação continue a acelerar devido ao encarecimento da energia.
Os mercados aguardam agora a reação do banco central, com a próxima reunião a ganhar ainda mais peso na definição do ciclo de taxas para o segundo semestre.
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