Contas dos dragões voltam a respirar com regresso à “Champions”
Dos oito mil euros na conta quando Villas Boas assumiu a liderança do FC Porto (em 2024) ao regresso à Liga dos Campeões na próxima temporada (e ao encaixe de milhões nesta prova com a entrada direta na prova através da conquista do título nacional), a realidade financeira dos azuis e brancos tem sido uma autêntica montanha-russa nos últimos dois anos.
Os dragões não eram campeões desde a época 2021/22 e esta temporada, após o maior investimento da história da SAD (mais de 102 milhões), conseguiram contrariar todas as expectativas perante o bicampeão Sporting e mais uma aposta de muitos milhões por parte do Benfica. E o mais importante: a SAD apresenta relatórios e contas equilibradas. Em fevereiro deste ano, a empresa que gere o futebol dos azuis e brancos registou um lucro de 1,9 milhões (referente ao primeiro semestre desta temporada), um crescimento de 1,3 milhões face ao mesmo período da época passada.
Este resultado foi sobretudo impulsionado por 41,6 milhões em transferências de jogadores e ainda, receitas operacionais (sem os valores referentes às transações de passes de futebolistas) próximas de 81 milhões, apesar do FC Porto não poder contar com a importante receita da Liga dos Campeões. Esta verba, considerada decisiva para as contas das SAD, teve uma melhoria de quase 4 milhões face ao mesmo período da época passada.
Outros sinais de que há razões para o otimismo de Villas Boas: a dívida financeira líquida da SAD teve uma redução de 46,4 milhões para 517,2 milhões e o capital próprio apresentou uma melhoria ligeira para um valor ainda assim negativo (de 6,2 milhões). Estes números só são possíveis devido à reestruturação financeira implementada pelo presidente do FC Porto e que permitiu obter um empréstimo de 115 milhões (a 25 anos) para refinanciar a dívida: esta operação permitiu reduzir custos financeiros e estabilizou as contas, tal como se fosse verificar no resultado obtido na época 2024/25, quando obteve um lucro de 39,2 milhões.
No entanto, há algumas nuvens no horizonte quando se analisa o último relatório e contas da SAD que gere o futebol do campeão nacional. Um dos mais preocupantes passa pelo custos com pessoal que dispararam 34% no primeiro semestre desta temporada ao atingir 51,2 milhões.
Este aumento de 13 milhões (face ao mesmo período da época anterior) está relacionado com três fatores: integração da FC Porto –Serviços Partilhados, rescisões de contrato e o inevitável incremento dos salários na equipa de futebol. Por outro lado, a SAD tem um défice relacionado com jogadores na ordem de 149 milhões com cerca de 162,1 milhões a pagar contra apenas 12,7 milhões que tem a receber, uma situação que ameaça pressionar a tesouraria da SAD.
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