Iscte lança Atlas de Portugal na Europa nos 40 anos da adesão à CEE
O Instituto para as Políticas Públicas e Sociais do Iscte – IPPS-Iscte lança o “Atlas de Portugal na Europa”, uma compilação de indicadores sobre todos os países da Europa que mostram o caminho percorrido nas últimas décadas em setores determinantes para o projeto comum.
O lançamento, na semana do Dia da Europa, 9 de maio, assinala os 40 anos de Portugal na Europa, com a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE) em 1986.
A plataforma interativa com endereço: https://atlaspe.vercel.app/ permite consultar e comparar indicadores entre Portugal e os outros países da Europa, e destes com a média da União, em domínios como a demografia, mercado de trabalho, desigualdade, proteção social, saúde, educação, habitação, justiça, ambiente e mobilidade
“A originalidade deste Atlas está em ser simultaneamente um instrumento de análise comparada, um observatório eleitoral e uma ferramenta de política pública, tudo com uma perspetiva nacional muito clara”, afirma Isabel Flores, diretora executiva do IPPS- Iscte.
“É uma ferramenta analítica com um ponto de vista, o que a distingue dos portais ‘neutros’ de dados brutos”. Isabel Flores sublinha a singularidade desta plataforma que junta dimensões como política e estatística, agrupamento geopolítico das regiões europeias e políticas públicas.
Com coordenação do IPPS-Iscte, e em parceria com o Colabor, o Atlas de Portugal na Europa reúne indicadores em três secções. Por país, em áreas como saúde, justiça, emprego ou educação, entre muitos outros, podendo os dados de cada país ser consultados em comparação com a média da União Europeia. Outra secção proporciona comparações entre países e regiões europeias nos mesmos indicadores. E a terceira secção permite analisar resultados eleitorais por família política desde 1986 em todo o continente europeu, fornecendo informação para compreender as variações eleitorais no território europeu.
O comparador permite filtrar por grupos como “Mediterrâneo”, “Escandinávia”, “Báltico”, “Balcãs”, etc., além dos 27 países individualmente. Isto permite comparações contextualmente significativas – Portugal vs. países mediterrânicos, por exemplo – que a generalidade das ferramentas não oferece de forma imediata. Em todas as áreas do Atlas há um indicador de despesa e três indicadores da qualidade de serviço.
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