WRC, Rali de Portugal/PEC18: Ogier destaca-se, mas muito ainda por decidir
Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) respondeu em definitivo em Paredes 2, venceu a especial por 3,7 segundos sobre Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) e reforçou a liderança do Rally de Portugal para 20,2 segundos sobre Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1).
Num troço ainda muito encharcado, com lama, água acumulada e aderência instável, Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) voltou a perder muito tempo depois de um pião, enquanto a luta pelo segundo lugar ficou comprimida entre Neuville e Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), separados por apenas 5,3 segundos no fecho da penúltima especial do dia.
Paredes 2 arrancou sem chuva, mas com a estrada longe de recuperar. A entrada no setor final mostrava bem o cenário que esperava as equipas: muita água, piso pesado e zonas onde a leitura da aderência era praticamente impossível. Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) foi um dos primeiros a comprovar isso, com um pião logo na primeira curva, conseguindo retomar a marcha sem perdas irreparáveis.
À frente, Martins Sesks (Ford Puma Rally1) também teve de abrandar bastante na travessia de água acumulada na parte final, antes de estabelecer a primeira referência em 12:50,2. O letão explicou que era difícil antecipar o grip e admitiu que, com mais informação sobre o estado do troço, teria sido muito mais fácil atacar.
Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) também rodou cedo na especial e chegou ao fim em 13:07,2, 17,0 segundos acima do tempo de Sesks, reconhecendo um início desastroso e muita dificuldade em confiar nas mudanças constantes de aderência.
Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1), que até vinha melhor nos setores intermédios, acabou por ceder no final e concluiu em 12:52,7, a 2,5 segundos da referência. O espanhol resumiu o dia como um dos piores que se recordava ao volante, sem sensação e sem aderência.
Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) aproveitou melhor a evolução da estrada, sobreviveu ao atravessamento de água “à estilo Quénia” e baixou o melhor tempo para 12:43,6, dizendo que o troço melhorava à medida que avançava.
Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) continuou sem encontrar confiança e perdeu 5,9 segundos para Katsuta, ficando agora com a vantagem sobre o japonês reduzida para 10,8 segundos na luta pelo sexto lugar.
Evans apareceu depois com uma passagem muito mais sólida e desceu a marca para 12:37,8, 5,8 segundos melhor do que Katsuta, embora sem grande convicção de que tivesse resolvido os problemas.
Solberg parecia em condições de responder, mas parou aos quatro quilómetros, rodou e afundou-se no tempo: 12:55,5, mais 17,7 segundos do que Evans. No final, limitou-se a explicar: “Fiz um pião.” Ainda assim, segurou o quarto lugar da geral por apenas meio segundo sobre o galês.
Pajari veio logo a seguir e parecia encaminhado para a nova referência, mas fechou em 12:38,6, oito décimos atrás de Evans, descrevendo a passagem como um puro exercício de sobrevivência.
Neuville foi ligeiramente mais rápido do que o finlandês, com 12:38,3, embora uma alteração na frente do carro não tenha funcionado como esperava. Faltava Ogier. O francês, claramente em missão de resposta depois do desastre da manhã nesta mesma especial, tirou partido de uma afinação mais orientada para chuva e construiu a melhor passagem do troço: 12:34,1, menos 3,7 segundos do que Evans.
Disse que as condições desta vez ajudaram e que a especial continuava traiçoeira pelas mudanças bruscas de aderência. Saiu de Paredes mais confortável na frente, mas sem o rali fechado: Neuville e Pajari continuavam separados por muito pouco, e Solberg mantinha-se sob pressão direta de Evans na luta pelo quarto lugar.
The post WRC, Rali de Portugal/PEC18: Ogier destaca-se, mas muito ainda por decidir first appeared on AutoSport.
Share this content:



Publicar comentário