Golpe de teatro no Rali de Portugal: Furo de Ogier entrega liderança de bandeja a Neuville!
O que parecia ser a oitava vitória histórica do francês evaporou-se num pneu furado durante a penúltima especial. Com este azar de Sébastien Ogier, Thierry Neuville herda o comando do Rali de Portugal e tem agora o caminho aberto para o triunfo, faltando apenas um troço para o final, a PowerStage de Fafe, que Thierry Neuville deverá realizar em “modo super contenção” nunca esquecendo que 14.8s de avanço para Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) não são uma garantia absoluta embora seja uma margem muito confortável em qualquer cenário.
Depois do que lhe sucedeu no Rali da Croácia, em que perdeu um triunfo certo com um pequeno erro, o destino abre-lhe a porta para o seu segundo triunfo no Rali de Portugal, e o primeiro triunfo da Hyundai desde o Rali da Arábia Saudita do ano passado.
Vieira do Minho 2 virou o Rally de Portugal do avesso: Adrien Fourmaux venceu a especial, mas o verdadeiro terramoto aconteceu mais atrás, quando Sébastien Ogier furou o pneu traseiro direito, parou para o trocar e perdeu a liderança da prova para Thierry Neuville. O francês caiu para o sexto lugar da geral, a 14.2s de Taka Katsuta.
Com apenas uma especial por disputar, o belga passou a liderar por 14,8 segundos sobre Oliver Solberg, enquanto Elfyn Evans subiu também na classificação e Sami Pajari caiu do pódio depois de outro furo.
No WRC2, Teemu Suninen sobreviveu a uma paragem e reforçou ainda assim o comando, porque Jan Solans saiu de estrada e perdeu mais de dois minutos.
Para Fafe, onde agora está um sol resplandecente, depois de ter parado de chover torrencialmente há pouco, em aberto estão as lutas do super domingo e da PowerStage. Quanto aos pontos de domingo, Solberg lidera com 4.3s de avanço para Evans, com Fourmaux 2.1s mais atrás. Segue Katsuta a mais 2.8s e Neuville a mais 3.7s.
Se estiver seco na PowerStage, em condições normais as posições não mudam, mas se voltar a chover qualquer posição pode mudar. Já na geral, é mais difícil, só com ligeiros erros, ou pior, claro.
Filme da especial
A penúltima especial começou com a estrada ainda muito traiçoeira em comparação com a passagem da manhã. Joshua McErlean foi o primeiro a enfrentar Vieira do Minho 2 e chegou ao fim em 15:25,4, com o carro coberto de lama, explicando que o piso estava a ser literalmente varrido pelos primeiros na estrada. Mārtiņš Sesks aproveitou melhor a evolução do troço e bateu o colega de equipa por 40 segundos com 14:45,4, relatando um para-brisas constantemente coberto de lama e areia. Dani Sordo parecia estar a construir algo melhor, mas terminou em 15:03,0, 17,6 segundos mais lento do que o letão, num troço em que sentiu zonas mais secas e outras com aderência estável.
Quando começou de novo a chover, Takamoto Katsuta desceu a marca para 14:40,7, apesar de danos no pneu dianteiro esquerdo e de condições muito misturadas. Fourmaux respondeu com um ataque claro e foi o primeiro a entrar no 14:32,8, 7,9 segundos mais rápido do que o japonês, depois de mudar o estilo de condução, usar mais as regueiras para rodar o carro e assumir mais risco num troço que começou seco, passou por uma zona molhada e acabou debaixo de chuva. Pouco depois, Pajari, que seguia em terceiro da geral, parou aos 3,2 km com um furo. Retomou a marcha, mas já com 1m50s perdidos e a classificação comprometida.
Evans completou em 14:50,7, longe do tempo de Fourmaux, depois de vários sustos com a traseira e chuva forte a meio da especial, mas a paragem de Pajari abriu-lhe caminho para subir na geral. Solberg foi 9,6 segundos mais lento do que Fourmaux, com 14:42,4, e aproveitou os problemas do finlandês para subir a segundo. No entanto, o golpe maior ainda estava guardado para Ogier. O líder do rali parou em prova para trocar o pneu traseiro direito, perdeu cerca de 1m25s e chegou ao fim em 16:34,1. O francês, que liderava por 17 segundos, caiu para sexto e explicou apenas que havia muitas pedras logo no início e que o troço estava muito duro.
Neuville, beneficiando dessa reviravolta e de uma passagem sólida em 14:52,9, assumiu a liderança da prova com 14,8 segundos de vantagem. O belga recusou qualquer sensação de missão cumprida: disse que o trabalho estava feito até ali, mas que ainda era preciso terminar. Assim, a geral foi completamente redesenhada à entrada para a última especial: Neuville passou para a frente, Solberg saltou para segundo, Evans aproximou-se, Fourmaux subiu a quarto e Ogier ficou fora da luta imediata pelo triunfo.
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