WRC, Rali de Portugal/PEC21: Josh Mcerlean vence em Fafe, Ogier ‘reabre’ avanço para Neuville
De regresso depois do acidente de Lousada, Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) venceu a primeira passagem pelo troço de Fafe, uma especial muito enlameada, mas que esteve melhor para os primeiros na estrada, o que justifica o triunfo do piloto da Ford e o segundo lugar de Martins Sesks (Ford Puma Rally1) a 0.8s. Com o troço a melhorar depois dos Rally1, Romet Jürgenson, piloto da M-Sport, colocou o seu Ford Fiesta Rally2 no terceiro lugar do troço de Fafe.
Quanto ao mais relevante, Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) voltou a perder tempo para Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), mais três segundos e a margem na frente, entre primeiro e segundo voltou a subir para 17.3s. A dois troços do fim do rali, deve ser suficiente para Ogier garantir o triunfo, mas como está a estrada, nunca se sabe. Certo é que dificilmente Neuville vá fazer um forte ataque, porque as probabilidades de sair de estrada, tendo em conta o estados dos pisos – subiria a pique e à Hyundai interessa obter, finalmente um bom resultado, que lhes dá esperança que volte tudo ao normal e passem a lutar muito mais de igual para igual com a Toyota, como tem sucedido nesta prova.
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) foi terceiro, ganhou tempo a Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) e está agora a 4.6s do seu colega de equipa, o sueco ganhou 0.1s a Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) pelo que mudou pouco esta luta pelo pódio, com o finlandês a ter ainda 12.0s de avanço, que em condições normais devem chegar.
No super domingo, quem está na frente é Evans, tem 4.0s de avanço para Solberg com Neuville em terceiro a 6.4s. Só depois surge Ogier a 11.0s. A primeira passagem por Vieira do Minho afastou-o muito desta luta, mas ainda está nos lugares pontuáveis.
Faltam dois troços, o quarto lugar está em aberto entre Solberg e Evans, os lugares do pódios dificilmente mudam, mas como isto são ralis, nunca se sabe…
Filme da especial
Fafe 1 trouxe a primeira grande surpresa do último dia: Josh McErlean venceu a especial para a M-Sport, tornou-se o primeiro irlandês a ganhar um troço no WRC desde Craig Breen em 2023 (o segundo triunfo do irlandês em troços no WRC) e, ao mesmo tempo, Sébastien Ogier reforçou a liderança do Rally de Portugal para 17,3 segundos sobre Thierry Neuville. Num troço cada vez mais encharcado, com chuva a intensificar-se na fase inicial e lama espessa ao longo da classificativa, não houve mudanças nas posições da frente, mas houve novos sobressaltos para Solberg, dificuldades para Pajari e mais um avanço de Suninen no WRC2.
A SS21 arrancou com McErlean de volta à frente da estrada, já debaixo de chuva e com muita água acumulada no piso. O irlandês atravessou a especial em 7:19,8, num registo de referência construído em condições traiçoeiras e com enorme apoio do público em Fafe. Descreveu o troço como “picante”, sobretudo nas zonas de montanha, onde o carro patinava em quinta velocidade. Sesks veio logo depois e ficou a apenas oito décimos, em 7:20,6, admitindo que entrou demasiado otimista na primeira curva e depois preferiu gerir. A partir daí, a chuva apertou no início da especial e as condições pioraram claramente para os que vinham atrás.
Sordo lançou-se com espetáculo no salto, mas ainda perdeu 5,8 segundos para a referência, fechando em 7:25,6 e sublinhando que nunca tinha apanhado uma aderência tão traiçoeira. Katsuta também entusiasmou o público com um salto de 29 metros, mas o cronómetro ficou em 7:30,1, penalizado pela falta de confiança e pela dificuldade em ler o ‘grip’. Fourmaux, apesar de alterações no acerto antes da partida, continuou sem encontrar a frente do carro como queria e terminou em 7:28,7, resignado a um exercício de sobrevivência mais do que de ataque.
Com o piso já saturado, Evans surgiu com um grande salto de 24 metros e levou o Toyota até 7:22,5, ficando a 2,7 segundos de McErlean, depois de um susto logo na segunda curva, quando subiu a um talude. Solberg, sem pneus suplentes depois do furo da primeira especial do dia, cedeu 5,5 segundos à marca do irlandês e concluiu em 7:25,3, optando por não forçar demasiado. Pajari ficou logo atrás, em 7:25,4, ainda afetado pelo problema do troço anterior, que disse continuar a perturbá-lo mentalmente. Neuville foi mais rápido do que o finlandês, mas ainda assim perdeu 7,2 segundos para McErlean, com 7:27,0, num troço onde descreveu a lama como argila e confessou ter sido mais prudente do que antes.
Ogier fechou a especial em 7:24,0, 4,2 segundos acima da referência, mas o suficiente para alargar de novo a vantagem para 17,3 segundos sobre Neuville. O francês saiu sem prazer de condução, apenas satisfeito por ter superado a especial. Atrás da geral, Suninen também aproveitou bem a dificuldade do troço: com 7:33,2, aumentou a margem no WRC2 para 18,4 segundos sobre Solans, que completou em 7:40,1 apostando numa passagem limpa e sem erros.
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