F1: ADUO ajustado permite ajudar a Honda
A FIA ajustou o sistema ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities- Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) aplicável às novas unidades motrizes, numa revisão que deverá beneficiar sobretudo a Honda, fornecedora da Aston Martin e fabricante com maiores dificuldades neste início de temporada.
O sistema ADUO foi concebido para evitar uma repetição do ciclo regulamentar anterior, em que fabricantes de motores menos competitivos podiam permanecer na cauda do pelotão durante vários anos sem possibilidade de recuperação efetiva., o que aconteceu com a Renault. O mecanismo permite horas extra no banco de testes e flexibilidade adicional no limite orçamental a cada fabricante com um défice de desempenho superior a 2% face ao motor de referência.
O sistema foi alvo de ajustes, e a principal alteração introduzida consiste na criação de uma nova categoria para fabricantes com um défice igual ou superior a 10% (anteriormente o limiar máximo era de 8%) com uma dotação máxima de 11 milhões de dólares. Um fabricante com um défice inferior a 2% não recebe qualquer dotação adicional. A partir dos 2% de desvantagem, começam a ser atribuídas dotações crescentes: 3 milhões de dólares para um défice entre 2% e 4%, 4,65 milhões entre 4% e 6%, 6,35 milhões entre 6% e 8%, 8 milhões entre 8% e 10%, e 11 milhões para défices iguais ou superiores a 10%.
Foi igualmente adicionada uma verba extraordinária de 8 milhões de dólares, válida exclusivamente para 2026 para quem exceder os 10% de défice. O número máximo de horas de banco de ensaio aumentou para 230 horas por período ADUO. Fabricantes com um défice inferior a 2% não recebem qualquer hora adicional. A partir dos 2% de desvantagem, são atribuídas 70 horas extra por período; entre 4% e 6%, sobem para 110 horas; entre 6% e 8%, para 150 horas; entre 8% e 10%, para 190 horas; e para défices iguais ou superiores a 10%, o novo limiar introduzido pela FIA, o fabricante passa a dispor de 230 horas extra de banco de ensaio por período ADUO.
O calendário de avaliações foi revisto da seguinte forma:
Período 1: rondas 1 a 5, com primeira revisão após o Grande Prémio do Canadá
Período 2: rondas 6 a 11, com avaliação após a Hungria
Período 3: rondas 12 a 18, com avaliação após o México
A FIA ressalvou que tanto os períodos ADUO como o processo de medição de desempenho poderão ainda ser ajustados caso necessário, nomeadamente em função de alterações significativas ao calendário desportivo.
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